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13 países criticam falta de transparência da OMS e China sobre origem da Covid-19



Treze países emitiram nesta terça-feira (30) uma nota conjunta contra a falta da transparência da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da China sobre a origem do coronavírus.

O texto é assinado pelos governos dos Estados Unidos, Austrália, Canadá, República Tcheca, Dinamarca, Estônia, Israel, Japão, Letônia, Lituânia, Noruega, República da Coreia do Sul, Eslovênia e Reino Unido.

Conforme o Terça Livre noticiou, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, afirmou hoje que a China escondeu dados “brutos” que poderiam ajudar a equipe de investigação a identificar a origem do surto do provável vírus chinês.

Na nota divulgada pelos 13 países, os governos reafirmam seu compromisso com o trabalho para dar uma resposta global de melhoria sobre a pandemia da Covid-19 junto a especialistas internacionais, e defendem também uma “análise e avaliação transparente e independente, livre de interferência e influência indevida.”

“A esse respeito, nos associamos expressando preocupações comuns em relação ao recente estudo realizado pela OMS  na China, ao mesmo tempo que reforçamos a importância de trabalharmos juntos para o desenvolvimento e uso de um processo rápido, eficaz, transparente, com base científica e independente para avaliações internacionais de tais surtos de origem desconhecida no futuro”, afirmam os países.

Os estados argumentam que a missão da equipe da OMS tem um importante papel para o “avanço da saúde global e da segurança da saúde.” Por este motivo, o atraso na divulgação e investigação por parte do órgão levantam preocupações.

Outro motivo para a publicação da nota conjunta foi a aceitação da Organização Mundial da Saúde sobre a falta de amostras originais e completas para a investigação, que não foram fornecidas pela China e influenciaram no relatório divulgado pelo órgão internacional.

“Missões científicas como essas devem ser capazes de realizar seu trabalho em condições que produzam recomendações e descobertas independentes e objetivas. Compartilhamos essas preocupações não apenas para o benefício de aprender tudo o que pudermos sobre as origens desta pandemia, mas também para estabelecer um caminho para um processo oportuno, transparente e baseado em evidências para a próxima fase deste estudo, bem como para as próximas crises de saúde”, declara outro trecho do documento.

“No futuro, deve haver agora um compromisso renovado da OMS e de todos os Estados Membros com relação ao acesso, transparência e oportunidade”, argumentam os países ao levantar a hipótese de outras pandemias totalmente desconhecidas, que não poderão ser resolvidas lentamente, como a da Covid-19.

A nota ainda afirma ser “fundamental que especialistas independentes tenham acesso total a todos os dados, pesquisas, humanos, animais e ambientais pertinentes, e pessoal envolvido nas fases iniciais do surto”, pois essas provas são relevantes para determinar a origem da doença.

Desde o ano passado diversas autoridades como o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticaram a OMS e a China em relação à condução dos estudos sobre o coronavírus, no entanto, eram censurados por cobrar uma resposta transparente.

Agora, mais de um ano após o “inicio” do surto, outras nações também se posicionaram contra as medidas não adotadas para conter o vírus, buscar tratamentos eficazes e penalizar os responsáveis pela epidemia que gerou uma crise mundial.

Com informações: Departamento de Estado dos Estados Unidos.

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