fbpx

A gestão da saúde pública não prosperou com Mandetta, aponta Carlos Dias

Carlos Dias 4


O analista político Carlos Dias, durante o Boletim da Manhã dessa quarta-feira (5), comentou sobre a presença do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta na CPI da Covid. Dias apontou que a gestão da saúde pública não prosperou com Mandetta.

“Essa organização [da gestão de saúde] poderia ter sido feita. Ao mesmo tempo, poderia se reorganizar o sistema do SUS em uma integração, por exemplo, com as entidades filantrópicas que estão há mais de 200 anos atuando na saúde, e cobrem pelo menos 55% dos municípios brasileiros. Mandetta não olhou isso. Mandetta é um jogador de sinuca, simplesmente! Nunca foi um gestor de saúde. Ele pode até ser médico, não estou duvidando da capacidade profissional dele como médico, mas como gestor de saúde ele é de medíocre para baixo”, apontou o analista político.

“Sinceramente, eu fico envergonhado. Assisti a boa parte do depoimento. Eu não sei como Mandetta chegou a ser ministro da Saúde, é um sujeito totalmente despreparado. Os desafios que se apresentaram no início do mandato do presidente Bolsonaro na saúde eram imensos, porque havia não só o aparelhamento do Ministério como um todo e a desorganização da estrutura de saúde e do Sistema Único de Saúde, extremamente evidentes, com desperdícios claríssimos, você não tinha uma centralização de compras, não tem referências de preços”, comentou Carlos Dias.

E completou: “Centralização e compras não significa obviamente que ficasse tudo na mão da União Federal, do Ministério da Saúde, mas existe uma inteligência, uma logística, uma capacidade de compra, de conjunto de país, que, por exemplo, a potência do Estado brasileiro é muito maior do que de estados e municípios. Então, na hora em que você organiza um sistema de gestão de compras, quer seja de insumos, quer seja de produtos médicos, quer seja, por exemplo, de medicamentos, você consegue suprir na ponta o município que não tem tanta capacidade, por não produzir capacidade arrecadatória e ter remédios na ponta para atender a sua população.”

Carlos Dias também apontou que não houve um plano de recuperação do SUS durante a sua gestão da Saúde, por isso, “esperar que ele agisse dentro de uma crise sanitária nacional é um verdadeiro absurdo, porque até com a rotina do Ministério, com a disposição de recursos, com a reorganização da estrutura física, por exemplo, dos hospitais”, ele não soube gerenciar nada disso.

“Você vê estados e municípios que têm uma deficiência de arrecadação fortíssima subsidiando a União. Quer dizer, ele foi incapaz de olhar isso, entende? Então, acho que tratar a Covid em relação à opinião dele, sobre a gestão da saúde, opinião sobre cloroquina, opinião sobre o tratamento precoce, para mim, é irrelevante, porque ele não tem capacidade e qualificação para tratar dessas matérias, porque, na verdade, foi um péssimo ministro da Saúde”, ressaltou Carlos Dias.

Essas matérias que estou citando aqui estavam disponíveis para ele sim, porque havia um projeto de lei nessa direção. Tanto dessa recuperação dessas entidades, quanto ao prolongamento dessas contas de contratos, como também da negociação junto à Fazenda nacional das dívidas dessas entidades”, concluiu.

Assista aos comentários da notícia:

Sobre o Colunista

Brehnno Galgane

Graduando em Filosofia pela PUC-Rio, Católico e cultivador de uma narrativa que tenha sentido segundo a forma humana.

Comente

Clique aqui para comentar

Colunistas

avatar for Juliana GurgelJuliana Gurgel

Católica, produtora, doutora em artes da cena, professora e aikidoista.

avatar for Paulo FernandoPaulo Fernando

Advogado, professor de Direito Constitucional e Eleitoral para concu...

avatar for Polibio BragaPolibio Braga

Políbio Braga é um jornalista e escritor brasileiro. Nascido em S...

Achou algum erro na matéria? Nos informe através do formulário abaixo: