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A IMPRENSA LEVANTA E O TCU CORTA… PARA A IMPRENSA LEVANTAR DE NOVO



Eles deveriam fiscalizar desvios e irregularidades na gestão de recursos públicos, mas se tornaram uma máquina de promover mentiras para desestabilizar o mandato do Presidente da República.

Um levanta para o outro cortar. É assim que tem se dado nos último meses a relação entre a imprensa e o Tribunal de Contas da União (TCU). Já são centenas de investigações requeridas pelo subprocurador da corte de contas, Lucas Rocha Furtado, as quais retroalimentam uma máquina de fake news com que se pretende desestabilizar o governo.

O nome do subprocurador Lucas Rocha Furtado tem circulado nos corredores da corte de contas como um homem que renasceu em janeiro de 2019, para a defesa da probidade da administração federal. Já são centenas as representações de Lucas contra o governo federal que servem única e exclusivamente para gerar manchetes na imprensa. E, pasmem, as denúncias levadas por ele ao TCU valem-se única e exclusivamente de notícias publicadas na grande imprensa, e que, após instauradas as investigações, dão azo a mais notícias negativas contra a atual administração federal. Ocupando o mesmo cargo desde 1995, causa estranheza que só agora o subprocurador resolva atuar alucinada e freneticamente para exercer fiscalização dos gastos da máquina pública.

Além de ter confessado desavergonhadamente seu modus operandi em entrevista ao Conjur, o fato acima é de fácil constatação se tomarmos como exemplo as últimas representações do subprocurador no TCU, que versam sobre a publicidade do governo federal ao usar a Google para distribuição dos anúncios.

Nos governos anteriores, as campanhas publicitárias eram veiculadas na internet por compra direta de espaços em sites. Como já denunciado pelo Terça Livre, por exemplo, o portal da Revista Fórum recebeu milhões pela compra direta de espaços em suas páginas para a exibição de propaganda oficial.

Já o modelo adotado pelo atual governo é o do uso da Google Adsense, que distribui aleatoriamente a publicidade via sistema de leilão de anúncios e custa aos cofres públicos um valor infinitamente menor do que o formato praticado nas administrações passadas com a compra direta de espaços de publicidade.

Para se ter uma ideia do quanto as atuais representações do subprocurador Lucas Rochas Furtado são tão tendenciosas, eis alguns fatos ignorados pelo procurador nas manchetes abaixo:

IstoÉ recebeu quase R$ 350 milhões na era Lula e Dilma

MAIS DE (R$) MEIO BILHÃO DE RAZÕES PARA A FOLHA AMARELAR

Revista de esquerda recebeu quase R$ 5 milhões na era PT

Grupo Globo recebeu R$ 10,2 bilhões em publicidade federal de 2000 a 2016

Temer corta R$ 11,2 mi em contratos de sites considerados pró-PT

Mas o TCU do subprocurador Furtado discorda da anormalidade das matérias acima. Probidade mesmo era a farra com a publicidade praticada na era dos governos do PT, que enchia os bolsos dos jornalistas alinhados com as agendas oficiais. Por esse motivo, mais do que razoável é que, para as denúncias do subprocurador, sejam suficientes apenas a palavra desses mesmo jornalistas desmamados pelo atual governo  – quanta isenção!

E, claro, Lucas Furtado não está sozinho em sua atuação no tribunal. Acompanha-o na sua desfaçatez no exercício do múnus público o ministro da corte Bruno Dantas, um afilhado político do senador Renan Calheiros – até aqui, nenhuma surpresa! Bruno Dantas é relator da representação (TC 027.953/2020-3) oferecida por Lucas Furtado que virou manchete de vários portais da grande mídia. Sua acusação desta vez é a do direcionamento da  publicidade do BNDES veiculada via Google Adsense para sites investigados no inquérito da fake news no STF.

Vejamos então a que estão dispostos. Nos autos da investigação, após apresentada toda a documentação pelo departamento de marketing do BNDES, os auditores do TCU, ao analisar o caso, constataram a inexistência de qualquer irregularidade capaz de causar prejuízo aos cofres públicos, ou que violasse a legislação administrativa, propondo por óbvio ao ministro Bruno Dantas que a representação de Lucas fosse julgada improcedente e o processo arquivado. Mas o afilhado do Senador Renan Calheiros ignorou por completo a recomendação dos auditores e resolveu por não arquivar a representação, mesmo que comprovada por órgão técnico da própria corte a lisura e legalidade dos gastos de publicidade do banco de fomento – o BNDES, agora sim, corre perigo!

Por fim, resta dizer que o subprocurador Lucas já é figura caricata do funcionalismo oposicionista. Custa-nos acreditar, mas, já tendo representado o Presidente pela defesa da hidroxicloroquina no tratamento dos doentes pela Covid-19, declarou à imprensa recentemente que também tomaria medidas contra o presidente dos Estados Unidos Donald Trump, porque, assim como Bolsonaro, o chefe de Estado norte-americano estaria contrariando a ciência e causando prejuízo aos cofres da saúde propagandeando um remédio sem comprovação de sua eficácia – ponham um freio nesse homem, ou melhor, uma camisa de força!

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Juliana GurgelJuliana Gurgel

Católica, produtora, doutora em artes da cena, professora e aikidoista.

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Advogado, professor de Direito Constitucional e Eleitoral para concu...

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Políbio Braga é um jornalista e escritor brasileiro. Nascido em S...