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Abaixo-assinado mostra que Alexandre é o ministro mais impopular do STF



A pressão pelo impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) aumentou. O abaixo-assinado lançado pelo advogado e comentarista político Caio Coppolla ultrapassou 2 milhões de assinaturas na manhã desta terça-feira (16).

O resultado do abaixo-assinado mostra que o criador dos inquéritos ilegais dos supostos “atos antidemocráticos” e das supostas “fake news” é o ministro mais impopular do Supremo, criticado até mesmo por colegas de magistratura como o ministro Marco Aurélio, para quem Moraes é um “xerife”.

Atualmente, por ordem de Alexandre, uma ativista, um jornalista e um deputado federal cumprem prisão domiciliar e são obrigados a usar tornozeleira eletrônica.

Conforme já noticiou o Terça Livre, Moraes está colaborando com uma grande farsa nos autos do inquérito dos supostos “atos antidemocráticos”. A tese dos crimes investigados no inquérito seria associação criminosa e financiamento com dinheiro da publicidade federal às ações de propaganda de atos violentos para a subversão da ordem política e social nos chamados “atos antidemocráticos”, o crime do artigo 22 previsto na Lei de Segurança Nacional.

O Terça Livre teve acesso a um relatório de 9 de julho de 2020, do delegado da Polícia Federal designado por Moraes para conduzir a investigação. O documento é assinado por dois consultores legislativos e está repleto de distorções e falsificações sobre a publicidade federal veiculada por meio do Google Adsense.

Consultores legislativos da CPMI das Fake News fizeram se passar por cristãos anticomunistas a fim de obterem mais facilmente as informações junto à SECOM via Lei de Acesso à Informação, a LAI.

Uma vez tendo acesso aos dados, os consultores produziram uma série de distorções que valeram dezenas de manchetes contra o governo e ainda forneceram substrato para que Alexandre quebrasse o sigilo fiscal e bancário de todos os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, incluindo o do Terça Livre.

Após meses de investigação, a Polícia Federal disse ao Supremo que não encontrou provas suficientes para indiciar pessoas que seriam responsáveis pela suposta realização ou financiamento de “atos antidemocráticos”.

A PF ainda disse ter concluído sua parte e que, após dezenas de diligências, “não encontrou elementos suficientes para indiciar pessoas pela realização ou financiamento de atos antidemocráticos, por ora”.

O assunto foi comentado no Boletim da Manhã.

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