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Acabou a eleição e a ‘pausa’ do vírus chinês

Foto: Facebook / Reprodução


Apenas um dia após o término das eleições municipais, os “rumores” do aumento de internações, casos e mortes pelo vírus chinês já dominam os noticiários da extrema-imprensa. Nem disfarçaram.

Os culpados? Os brasileiros, que “começam a descuidar” das medidas de prevenção ao coronavírus. Os brasileiros, que usam máscara, perdem empregos, não encontram nem abraçam mais a família, os que são presos por ir à praia.

O coordenador-executivo do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, João Gabbardo, disse em entrevista à CNN que as pessoas têm se contaminado em confraternizações. Segundo ele, a situação se dá especialmente porque as pessoas “têm se encontrado mais”.

“Sempre tentamos pesquisar qual origem desta contaminação. Temos encontrado nos relatos dos médicos um número muito grande de pessoas que se contaminaram em confraternizações, pessoas que estavam muito tempo sem se encontrar, [se encontraram] achando que já estava tudo bem”, disse Gabbardo.

Mas não estava tudo sob controle até agora, enquanto corriam as campanhas eleitorais? Ou enquanto políticos como Bruno Covas (PSDB), que soldou portas de empresas para que os próprios donos não trabalhassem, eram carregados sobre os ombros em meio a  aglomerações?

Aloísio Maurício / Estadão Conteúdo / 14.11.2020

“Uma imagem às vezes fala mais do que mil palavras”, comentou o jornalista Allan dos Santos sobre o assunto, durante o Boletim da Manhã.

“O que nós estamos observando neste exato momento? Elite de castas. Existem castas hoje no Brasil. Há pessoas que podem sair na rua, cumprimentar, como vemos na imagem [Bruno Covas em campanha nas ruas]. Vocês lembram o que falaram do Bolsonaro quando ele cumprimentou as pessoas com um ‘soquinho’? Vocês lembram da manifestação de maio, em que disseram que o Bolsonaro estaria espalhando o Coronga? No entanto, o Bruno Covas não pode ser criticado de jeito nenhum”, disse o jornalista.

Acabaram as eleições e acabou também o break do coronavírus. Em São Paulo, João Doria vai esperar as aglomerações inofensivas causadas pelo seu candidato à prefeitura acabarem para fazer a reclassificação do Plano SP.

A atualização do Plano, prevista para ocorrer em 16 de novembro, foi adiada para o dia 30, um dia após o término do segundo turno eleitoral.

A justificativa foi uma “instabilidade nos dados sobre óbitos e casos graves de coronavírus, provocada por falhas no sistema SIVEP do Governo Federal”, informou o governo paulista.

Paralelo a isso, já se começa a propagar a “segunda onda” do vírus da China no Brasil. “O Brasil já está na segunda onda de covid-19.”, alertou o pesquisador Domingos Alves, responsável pelo Laboratório de Inteligência em Saúde (LIS) da faculdade de medicina da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto, conforme noticiou o Portal Terra.

Assista aos comentários sobre o assunto no Boletim da Manhã:

Sobre o Colunista

Bruna de Pieri

Bruna de Pieri

Jornalista e católica.

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