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Wilson Dias/Agência Brasil

Aécio Neves vê mais futuro para o PSDB caso Eduardo Leite vença as prévias contra João Dória



 

Candidato à presidência em 2014, o deputado federal, Aécio Neves (PSDB-MG), concedeu entrevista expondo sua visão de futuro em relação ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), como possibilidade de encampar a liderança pela terceira via contra Lula da Silva e Jair Bolsonaro em 2022.

A disputa interna que o partido faz para escolha do nome que representará a agremiação nas eleições de 2022, chamada de prévias, envolve os governadores Eduardo Leite (RS) e João Dória (SP). Para Aécio Neves, contudo, é o gaúcho quem pode manter ares de grandeza à agremiação política.

“O PSDB vai fazer uma escolha entre ser um partido capaz de aglutinar outras forças e construir uma terceira via com musculatura, capaz de romper a polarização, ou vai caminhar para se transformar num partido nanico, isolado de quaisquer outras forças, o que a meu ver significaria a eleição do governador de São Paulo. Como eu acho que só cabe uma terceira via, é o Eduardo, sem dúvida alguma. É ele quem tem maior capacidade de agregar forças, tanto internas quanto externas”, ponderou Aécio Neves.

Comentando o assunto no Boletim da Manhã dessa segunda-feira (11), os analistas políticos Allan dos Santos e Carlos Dias destrincharam as afirmações e intenções ocultas que Aécio Neves, João Dória e Eduardo Leite, além de outras figuras presentes nos bastidores, podem representar. Comentaram também sobre a herança histórica e as mudanças ideológicas do PSDB e seus aliados com o passar dos anos.

“É exatamente esse fato que faz com que o PSDB, o movimento Esquerda pra Valer, fez o PSDB perder a sua identidade, uma vez que ele queria ser tido como o único limite político antagônico aos inimigos políticos. Com a inserção dos escritos do professor Olavo de Carvalho no debate público brasileiro as pessoas começaram a entender o seguinte: ‘opa, não preciso mais defender o PSDB para ser contra o PT’. Aí o PT começar a ser exposto de uma maneira que não mais o café de comadre, chazinho entre amigos, e passa a ser exposto como ele é. E o Bolsonaro, de alguma maneira, consegue eleger-se dentro dentro desse movimento de esclarecimento do povo do que é o PT, o Foro de São Paulo e o comunismo”, esclareceu.

Sobre o Colunista

Italo Toni Bianchi

Ítalo Toni Bianchi, membro do Movimento Conservador, bacharel em teologia pelo Seminário Teológico Batista Nacional Enéas Tognini. Músico percussionista, leitor, preletor e jornalista do portal Terça Livre.

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