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Alemanha quer trabalhar em estreita colaboração com Biden



O coordenador transatlântico do governo da Alemanha, Peter Beyer, disse nesta segunda-feira (15) que seu país quer que a Europa e os Estados Unidos fortaleçam os laços transatlânticos com um acordo comercial.

Segundo ele, o acordo poderá servir para abolir as tarifas industriais; criar uma reforma da Organização Mundial do Comércio (OMC); aumentar a pressão sobre a China e um sistema conjunto de comércio de emissões de carbono para proteger o clima.

A declaração foi feita durante entrevista à Agência Reuters, segundo ele a Alemanha e o novo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, deveriam “pensar grande” e buscar uma agenda ambiciosa baseada em valores compartilhados e focada em interesses comuns.

“Após os anos difíceis sob o governo de Donald Trump, a Alemanha e a Europa agora têm uma chance histórica de dar um novo fôlego à parceria transatlântica e melhorar as relações com os EUA”, disse Beyer.

Joe Biden realizará seu primeiro encontro com outros líderes das nações do Grupo dos Sete, incluindo Merkel, em uma reunião virtual na próxima sexta-feira (19) para discutir a crise provocada pelo coronavírus, a economia mundial e as relações com a China.

Beyer disse que embora a Alemanha e os EUA continuem a ter diferenças em questões como as importações de gás da Rússia, isso não deve impedi-los de estabelecer uma ligação estreita nas políticas econômica, comercial, fiscal e climática.

“Agora é o momento certo para colocar um pacote de propostas de política comercial e econômica na agenda. Isso deve incluir um acordo de livre comércio abrangente e ambicioso”, disse Beyer, membro do partido conservador de Merkel.

“Deve incluir um roteiro comum para uma reforma da OMC que, entre outras coisas, finalmente faça com que a China cumpra as regras do comércio internacional – as violações dessas regras devem ser sancionadas.”

O coordenador alemão disse ainda que como primeiro passo para reconstruir a confiança, o novo governo dos EUA deverá retirar as tarifas punitivas impostas unilateralmente por Trump sobre as importações europeias de alumínio e aço.

“E também devemos abandonar a máxima de que só pode haver um acordo quando tivermos concordado em todas as áreas. Em vez disso, devemos ir passo a passo”, disse Beyer.

Segundo a Agência Reuters, a Alemanha vê a proteção climática como outra área de política com grande potencial para trabalhar mais de perto com os EUA.

“A decisão de Biden de reintegrar os EUA ao acordo climático de Paris (que Trump abandonou) envia um sinal importante”, disse Peter Beyer.

“Temos que instalar um sistema comum no qual valha a pena trabalhar pela proteção do clima e investir em tecnologia verde, tanto no nível governamental quanto empresarial. Um sistema transatlântico de comércio de emissões pode ser um bloco de construção importante para isso”, completou.

Tratando da tributação digital, Beyer apontou sinais do governo Biden de que Washington poderia retomar as negociações sobre a reforma das regras fiscais globais para empresas digitais depois que as discussões “estagnaram com Trump.”

“O objetivo é que todos os lados evitem tomar medidas unilaterais até meados de 2021 e se esforcem por um acordo sobre os dois pilares dentro do processo da OCDE”, afirmou.

“Claro, isso requer uma disposição de compromisso de todos os lados”, completou, ao acrescentar que os grupos de trabalho tentariam acertar os detalhes de um acordo de compromisso nas próximas semanas.

Agência Reuters.

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