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Alexandre usou perícia forjada no inquérito dos atos antidemocráticos

Alexandre de Moraes


O ministro Alexandre de Moraes está colaborando com uma grande farsa nos autos do Inquérito 4828 que investiga os “atos antidemocráticos”.

A tese dos crimes investigados no inquérito seria associação criminosa e financiamento com dinheiro da publicidade federal às ações de propaganda de atos violentos para a subversão da ordem política e social nos chamados “atos antidemocráticos”,  o crime do artigo 22 previsto na Lei de Segurança Nacional:

Art. 22 – Fazer, em público, propaganda:

I – de processos violentos ou ilegais para alteração da ordem política ou social;

Pena: detenção, de 1 a 4 anos.

§2º – Sujeita-se à mesma pena quem distribui ou redistribui:

1. fundos destinados a realizar a propaganda de que trata este artigo;

O Terça Livre teve acesso a um relatório, datado de 09/07/2020, do delegado da Polícia Federal designado pelo ministro Alexandre de Moraes para conduzir a investigação.

Nele, é citado um documento produzido em abril de 2020 na CPMI das Fake News como fundamento para a acusação de que o governo financia os atos tipificados como crimes contra a Segurança Nacional.

O documento é assinado por dois consultores legislativos e repleto de distorções e falsificações sobre a publicidade federal veiculada por meio do Google Adsense.

A manobra dos consultores para falsificar as informações oficiais fornecidas pelo próprio governo, que não indicavam direcionamento de publicidade, foi denunciada em uma petição de autoria do deputado Marcio Labre, como já noticiamos. Relembre aqui.

Governo anuncia cem vezes mais em sites de esquerda do que no Terça Livre

Os consultores legislativos da CPMI, Cristiano Aguiar Lopes e Daniel Chamorro Petersen, que assinam a perícia, fizeram se passar por cristãos anticomunistas a fim de obterem mais facilmente as informações junto à SECOM via Lei de Acesso à Informação, a LAI.

Uma vez tendo acesso aos dados, os consultores produziram uma série de distorções que valeram dezenas de manchetes contra o governo e ainda forneceram substrato para que o ministro Alexandre de Moraes quebrasse o sigilo fiscal e bancário de todos os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro.

Alexandre de Moraes determinou ainda o depoimento dos filhos e assessores do Presidente da República.

Veja abaixo as imagens do relatório da Polícia Federal que o Terça Livre teve acesso. Nas partes grifadas é possível ver a referência à perícia forjada pela CPMI das Fake News:

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