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Allan, o hacker da IstoÉ



A IstoÉ afirmou em matéria publicada nesta sexta-feira (20) que “hackers bolsonaristas” realizaram um ataque contra o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que “perturbou seriamente as eleições municipais“.

De acordo com a publicação trata-se de uma “manobra sórdida e bem coordenada, redes de computadores zumbis ativadas simultaneamente no Brasil, nos EUA e na Nova Zelândia tentaram sobrecarregar os sistemas do tribunal e paralisar suas atividades.

Os autores do texto ainda afirmam que Allan dos Santos, que cobre as eleições americanas desde o início, “acusou o ministro Barroso de prevaricação e fugiu para os EUA, um dos locais de origem do ataque: outro protegido pelos Bolsonaros“.

Ainda segundo a “matéria”, o “ataque alcançou o pico de 30 gigabits por segundo, o equivalente a 436 mil conexões por segundo, durante 18 minutos, a partir das 10h21” e “serviu para os seguidores do presidente Jair Bolsonaro e ele próprio tripudiarem pelas mídias sociais as urnas eletrônicas e o bem-sucedido processo de votação no País.

Como uma espécie de objetivo oculto, relacionam o deputado federal Eduardo Bolsonaro, pois ele “é autor de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que retoma a antiga forma de votar.” Este, seria o real intuito, a não declarada intenção, por trás do ataque.

A publicação também relaciona o presidente do TSE, ministro Luis Roberto Barroso, pois ele “declarou não ter dúvidas de que a motivação dos hackers foi política e teve o objetivo de desacreditar o tribunal”. Durante uma entrevista ele atribuiu o ato criminoso a “milícias digitais”. “Milícias digitais entraram em ação tentando desacreditar o sistema”, disse. “Há suspeita de articulação de grupos extremistas que se empenham em desacreditar as instituições e clamam pela volta da ditadura. Muitos deles são investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF)”, completou.

O jornalista Oswaldo Eustáquio também foi envolvido na publicação, eles afirmam que “outros personagens suspeitos das ações contra a democracia e as eleições livres, são os blogueiros Allan dos Santos e Oswaldo Eustáquio, desafetos do ministro Barroso, a quem acusaram, sem provas, de prevaricação“.

Allan ainda seria “patrocinado por Eduardo, suspeito de pagar o aluguel de sua mansão em Brasília“.

Opinião

Apesar de não fazer sentido nenhum o que os “jornalistas” escreveram, sei lá… Tem gente que paga para ler isso. Né?

Allan, por exemplo, é o campeão de audiência no YouTube no jornalismo. Já a IstoÉ afunda de maneira tão cruel que o melhor seria que os “jornalistas” nem assinassem a matéria, é algo que depõe contra sua carreira no meio da comunicação social.

No final das contas, a matéria sugere que Allan foi responsável por colocar Boulos no segundo turno de São Paulo, Paes no segundo turno do Rio de Janeiro, e prejudicar nomes conservadores como Marisa Lobo e Paula Marisa.

Depois, eles afirmam que Eduardo é “suspeito” de pagar o aluguel da “mansão” em Brasília. Eu confesso que até consultei o Código Penal para ver se “pagar aluguel” é crime, de repente é uma figura penal nova e eu estou desatualizado. O mundo anda louco, mas ainda não chegou neste nível. Você, caro leitor, encontrará crimes como estupro, roubo, assassinato, etc, mas asseguro que “pagar o aluguel” não encontrará.

Quem quiser ler a sopa de letrinhas da IstoÉ, clique aqui e confira por si.

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Sobre o Colunista

Ricardo Roveran

Ricardo Roveran

Estudante de artes, filosofia e ciências. Jornalista, crítico de arte e escritor. Escrevo por amor e nas horas vagas salvo o mundo.

Twitter: @RicardoRoveran

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