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Amazon responde a ação judicial movida pelo Parler



A empresa multinacional de tecnologia Amazon respondeu nesta quarta-feira (13) o processo judicial movido pela plataforma Parler contra a censura sofrida pela plataforma.

A Amazon afirmou que Parler teve uma “relutância e incapacidade” para remover conteúdo ‘violento’ depois que sofreu uma suspensão na segunda-feira (11) da Amazon Web Services (AWS).

“Este caso não é sobre suprimir a fala ou sufocar pontos de vista. Não se trata de uma conspiração para restringir o comércio”, disse a Amazon.

“Em vez disso, este caso é sobre a relutância e incapacidade demonstrada de Parler em remover dos servidores da Amazon Web Services (‘ AWS ‘) conteúdo que ameace a segurança pública, como incitação e planejamento de estupro, tortura e assassinato de funcionários públicos nomeados e cidadãos particulares”, completou.

A rede social processou a Amazon ainda na segunda-feira, e afirmou que a empresa foi “motivada por animosidade política” e destinada a reduzir a competição para beneficiar o Twitter.

O Twitter, que suspendeu a conta de Donald Trump na semana passada, também é cliente da plataforma Amazon Web Services, e nos últimos dias foi deixado por cidadãos de todo o mundo que passaram a usar a nova rede social Parler, fugindo da censura.

No processo de resposta, a AWS alegou que chegou a dizer repetidamente à Parler que o conteúdo de seu site violava o acordo entre as duas empresas, dizendo que a suspensão seria um “último recurso” e informou que sua plataforma não hospeda o Twitter.

“Não há base legal nos contratos do cliente da AWS ou de outra forma para obrigar a AWS a hospedar conteúdo dessa natureza”, diz a resposta.

O Parler entrou com o processo em um tribunal do estado de Washington para também manter seu site ativo, dizendo que o serviço da Amazon violou a Lei Antitruste Sherman, de 1890.

Em resposta à afirmação de quebra de contrato, a AWS respondeu que a ação judicial movida pelo Parler não tem mérito, pois a falha foi da própria rede social por não seguir os seus padrões.

“Apesar da retórica do Parler, seu processo não passa de uma reclamação sem mérito por quebra de contrato. Mas os fatos são inequívocos: se houver alguma violação, é a falha demonstrada do Parler e a incapacidade de identificar e remover tal conteúdo”.

The Epoch Times.

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