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Antigo estudo já mostrava que novelas da Globo “influenciam” comportamento dos brasileiros



A medida que o sinal da Rede Globo crescia, as taxas de fertilidade no país caíram mais de 60% desde a década de 1970 e os divórcios aumentaram mais de cinco vezes desde a década de 1980. Essa descoberta faz parte do estudo “Novelas e Fertilidade” de 2009, onde se referem na expansão da Globo no Brasil.

O estudo mostra que após esse crescimento, que se alastrou na década de 90, “o número de nascidos vivos por mulher em idade reprodutiva, foram significativamente mais baixas em áreas do Brasil alcançadas pelo sinal da rede Globo do que em áreas que não recebiam o sinal”. 

Exibe também que, a probabilidade de uma mulher querer ser mãe ou ter mais de um filho onde a cidade recebe o sinal da emissora caiu cerca de 0,6% a mais do que em áreas sem a cobertura. O relatório informa que essa tragédia não aconteceu no ano anterior da grande difusão da emissora. “Não houve impacto nas taxas de fertilidade no ano anterior à entrada do sinal da Globo”.

A redução das taxas de fertilidade subiram drasticamente após essas novelas mostrarem como magicamente as mulheres cresciam socialmente ao deixar a família ou se separar do esposo.

Segundo os criadores da pesquisa Alberto Chong e Eliana La Ferrara, encontraram que a porcentagem de mulheres separadas é maior nos lugares onde é recebido o sinal da Rede Globo, essas áreas aumentaram mais de 1%, “o aumento é pequeno, mas estatisticamente significativo” disse Chong. 

A razão para isso, é o fato do cenário ser, na maioria das vezes, onde famílias mais felizes nas novelas são pequenas e ricas, enquanto as famílias mais infelizes são mais pobres e com mais filhos. Mostrando como supostamente os filhos atrapalham a vida do casal e que são um fardo tanto economicamente como psicologicamente. 

O relatório informou que a grande maioria dos programas transmitidos entre 1965 e 1999 os personagens femininos não tinham filhos ou apenas um filho e as protagonistas eram infiéis a seus parceiros. 

Quem nunca assistiu uma novela em que o casal predileto vivia um “amor proibido” onde a “mocinha” tinha que ser resgatada de seu marido chato e careta? 

Os roteiros das novelas, com frequência, fazem críticas a valores tradicionais, onde, dizem que trair é errado. Por exemplo, o sucesso de 1988, a novela Vale Tudo, apresentava uma protagonista que era capaz de roubar, mentir e enganar a fim de alcançar o seu objetivo de ficar rica a qualquer custo, mas sempre mostrando como essas características são uma qualidade excepcional que a fazia corajosa e destemida. 

“Há ainda indicações sugestivas de que o conteúdo das novelas tenha influenciado também as taxas de divórcio”, de acordo com Chong.

“Quando a protagonista feminina de uma novela era divorciada ou não era casada, a taxa de divórcio aumentava, em média, 0,1 ponto percentual”, complementou. 

Com informações do Banco Interamericano de desenvolvimento.

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Maria Cecília Araujo Lemos

2 Comentários

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  • Belíssimo artigo Maria Cecília Lemos.

    A GLOBO É CRIMINOSA.
    Ditou costumes por décadas.
    A Globo deve perder sua concessão não p dívida financeira, por empréstimos fraudulentos etc
    + pela DÍVIDA MORAL impagável de prejuízo INTANGÍVEL que CAUSOU a nação brasileira.
    #GloboLixo
    #BolsonaroTemRazao

  • Parabéns pelo artigo!

    A grande mídia, e suas técnicas de manipulação comportamental, precisam ser expostas, a cada dia mais!

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