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Anvisa autoriza uso emergencial de coquetel contra a Covid-19

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A diretoria Meiruze Freitas, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), na última quinta-feira (13), anunciou a aprovação do uso emergencial de um novo coquetel para tratamento contra a Covid-19. 

“Durante a emergência de saúde pública, a autorização emergencial é instrumento regulatório para fomentar tempestivamente opções terapêuticas mesmo em face de um produto em desenvolvimento clínico”, declarou a diretora Meiruze Freitas.

“A partir dos dados apresentados, os benefícios conhecidos e potenciais dos medicamentos quando utilizados em uso emergencial superam os seus riscos”, complementou o também diretor Alex Campos.

Com o novo coquetel de anticorpos, a Anvisa declarou que o uso combinado dos medicamentos Banlanivimabe e Etesevimabe, da empresa Eli Lilly do Brasil, traz benefícios ao paciente, caso utilizado logo nos primeiros sintomas da doença. Os medicamentos têm como objetivo neutralizar o vírus antes que ele entre na célula.

Os técnicos e diretores da agência também avaliaram que o coquetel possui um potencial de eficácia maior quando utilizados juntos do que no uso individual. 

Segundo a Anvisa, quando utilizados de forma combinada, o coquetel pode reduzir em até 70% a incidência da Covid-19. O órgão de saúde apontou que esse resultado ocorreria em pacientes que ainda não tenham evoluído para um quadro grave da doença e tenham alto risco de progressão.

O órgão considera que o termo “alto risco” engloba pessoas com condições de saúde como idade avançada, obesidade, doença cardiovascular, diabetes mellitus tipos 1 e 2, doença pulmonar crônica, doença renal crônica, doença hepática crônica ou imunossuprimidos.

O uso emergencial foi autorizado por 12 meses, o novo medicamento ainda não tem eficácia comprovada contra todas as variantes, e a Anvisa ainda estuda seu uso para o público geral.

“Ainda que haja pontos que não podem ser respondidos em sua totalidade, como a comprovação de eficácia clínica do produto contra a variante P1, é indiscutível o impacto que um medicamento que impede a progressão da doença pode trazer aos serviços de saúde”, concluiu a diretora Cristine Jourdan.

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Sobre o Colunista

Brehnno Galgane

Graduando em Filosofia pela PUC-Rio, Católico e cultivador de uma narrativa que tenha sentido segundo a forma humana.

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