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Após meses de investigações, Alexandre de Moraes pede dados da CPMI das Fake News

alexandre de moraes


A delegada da Polícia Federal, Denisse Dias Rosas Ribeiro, solicitou ao senador Ângelo Coronel, presidente da CPMI das Fake News, colaboração nas investigações do Inquérito 4828, de relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

No documento enviado à CPMI, a delegada pede a Coronel que determine o “compartilhamento com urgência” de todos os conteúdos que possam ter relação com os fatos em apuração no inquérito 4828, conhecido como Inquérito “das manifestações antidemocráticas“.

As investigações de Alexandre de Moraes já contam com dois inquéritos: o conhecido “Inquérito das Fake News” (4781) e o chamado “Inquérito dos Atos Antidemocráticos” (4828).

Já superamos um ano em meio de investigações, inúmeras quebras de sigilo, dezenas de depoimentos e ordens de busca e apreensão.

Só agora, com envio do ofício no último dia 5 de outubro, é solicitado prova que possa comprovar crimes previstos na lei de segurança nacional. Na lista de fatos apurados pela delegada, constam os seguintes:

  • Imputação de fato definido como crime ou de fato ofensivo à reputação dos presidentes da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, ou do Supremo Tribunal Federal;
  • Conteúdos que, de qualquer forma, eram dirigidos a tentar impedir, com emprego de violência ou grave ameaça, o livre exercício de qualquer dos Poderes da União ou dos Estados;
  • Conteúdos que, de qualquer forma, eram dirigidos a incitar a animosidade das Forças Armadas contra qualquer um dos poderes;

Confira o documento na íntegra clicando aqui.

E o senador respondeu…

Ângelo Coronel respondeu em ofício no mesmo 5 de outubro à delegada. De acordo com ele, os documentos solicitados estão à disposição no site do Senado, na parte que cuida da CPMI.

Em resposta ao Ofício em epígrafe, recebido em 5.10.2020, informo que os documentos obtidos por esta CPMI encontram-se listados no endereço eletrônico https://legis.senado.leg.br/comissoes/docsRecCPI?codcol=2292. O teor de cada documento pode ser acessado diretamente pelo portal, com exceção daqueles classificados como sigilosos.

Para solicitar compartilhamento de documento(s) de acesso restrito, enviar um Ofício indicando o(s) número(s) de autuação e a fundamentação para a solicitação.

Confira o documento na íntegra clicando aqui.

Atrapalhou a PF? Parlamentares acham que sim.

Em 9 de outubro, um grupo de 12 parlamentares de esquerda endossou o pedido da delegada num ofício dirigido ao senador Ângelo Coronel e afirmou que “a resposta da presidência [da CPMI] acabou por indeferir a solicitação da Polícia Federal“.

Eis um trecho do ofício dos parlamentares:

Os integrantes desta CPMI que subscrevem o presente ofício requerem a Vossa Excelência [Angelo Coronel] a reconsideração da decisão expressa no Ofício nº 116/2020 – CPMIFAKENEWS, com o consequente compartilhamento de todos os dados e documentos produzidos ou recebidos por esta Comissão, com a Delegada de Polícia Federal ora solicitante. Nos dados e documentos sigilosos, o sigilo será apenas e tão somente transferido à Polícia Federal, devendo a autoridade solicitante preservar o seu caráter sigiloso“.

No entendimento deste grupo parlamentar, a resposta do senador presidente da Comissão acabou por negar acesso aos documentos em sigilo, podendo atrapalhar de alguma forma o trabalho da delegada Denisse Ribeiro.

Confira o documento na íntegra clicando aqui.

E a denúncia do Terça Livre?

Entramos em contato com a delegada Denisse nesta quarta-feira (21/10), ela afirmou não ter tomado conhecimento da denúncia feita pelo Terça Livre em 24 de setembro deste ano de que o ministro Alexandre de Moraes usou perícia forjada no inquérito 4828, ou dos “atos antidemocráticos“.

Confira abaixo:

Alexandre usou perícia forjada no inquérito dos atos antidemocráticos

Sobre o Colunista

Ricardo Roveran

Ricardo Roveran

Estudante de artes, filosofia e ciências. Jornalista, crítico de arte e escritor. Escrevo por amor e nas horas vagas salvo o mundo.

Twitter: @RicardoRoveran

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