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Araraquara e Bauru voltam a decretar restrições

Rovena Rosa/Agência Brasil


A prefeita de Bauru, Suéllen Rosim (Patriotas), e o prefeito de Araraquara, Edinho Silva (PT), cidades do interior de São Paulo, decretaram nesta semana novas medidas de restrições para “conter a Covid-19”.

Em Araraquara, as regras para o lockdown foram discutidas nesta quinta-feira (17) pelo Comitê de Contingência do Coronavírus do município.

Em uma publicação em seu perfil no Twitter, o prefeito petista afirmou que os municípios da região estão “planejando um lockdown regional para conter a Covid-19.”

Conforme o Terça Livre noticiou, em março, um mês após sofrer com o lockdown, os moradores do município enfrentaram a falta de comida. No mesmo mês, o prefeito ainda determinou a criação de um alojamento para os infectados com o coronavírus.

“Fica determinada medida de quarentena no município de Araraquara, das 12h (doze horas ou meio-dia) do dia 20 de junho de 2021 às 24h (vinte e quatro horas ou meia-noite) do dia 27 de junho de 2021, consistente na vedação à circulação de pessoas e veículos em vias públicas”, afirma o Decreto Nº 12.600.

Atividades consideradas não essenciais e movimentação fora das regras classificadas no documento estão totalmente proibidas no município.

Já a prefeitura de Bauru determinou medidas mais restritivas, argumentando que a cidade enfrenta um colapso em seu sistema de saúde.

As restrições começam a valer dessa sexta-feira (18) e seguem até o dia 30 de junho. O decreto publicado na quarta-feira (16) limita todos os segmentos comerciais e de serviços em 30% da capacidade de seus ambientes.

Além disso, bares, lanchonetes e restaurantes também terão limites em seus horários de funcionamento.

Os comerciantes já sofriam com as determinações da fase de transição do governo do estado, que liberava o funcionamento com somente 40% da capacidade dos locais de atividade.

O novo decreto de Bauru também limita a entrada de mais de um membro por família nos supermercados e proíbe a venda de bebidas alcoólicas em qualquer estabelecimento no período noturno durante a semana.  No final de semana, a venda de bebida fica proibida por 24h. 

A prefeitura ainda aumentou o valor da multa para quem descumprir o decreto. O valor pode chegar a R$ 6.678,86.  

Também poderão ser multados cidadãos que forem “flagrados sem uso de máscara”. 

O assunto foi comentado no Boletim da Noite dessa quinta-feira (17).

Ao analisar os decretos, o jornalista e correspondente internacional do Terça Livre, Allan dos Santos, pontuou que as determinações são de prefeitos que tomaram posse neste ano e que foram escolhidos pela população das cidades há pouco tempo.

Além disso, o jornalista questionou se os decretos podem estar sendo usados como estratégia para retirar o foco de governadores, que podem, de maneira mais prática, ser investigados.

“Como gosto de estratégia, quando vejo uma coisa dessas, penso o seguinte: agora a estratégia não é jogar a culpa nos governadores, agora a estratégia é jogar a culpa nos prefeitos. Você percebe claramente como existe uma manipulação do modo como eles continuarão empurrando uma narrativa que já não dá mais para colar”, disse Allan dos Santos.

“Tudo isso é para tirar o foco de um grupo, que são os governadores, para focar nos prefeitos. Como prefeitos são muitos, mais de 5 mil pelo Brasil, fica difícil, uma situação quase impossível, como você avaliará, analisará, 5 mil prefeitos? Com essa tentativa, eles querem fazer com que alguns problemas permaneçam nas prefeituras e não mais com o governo do estado”, completou.

ASSISTA AOS COMENTÁRIOS COMPLETOS NO BOLETIM DA NOITE DESSA QUINTA-FEIRA (16):

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