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Associação aponta queda em transplantes durante pandemia



Dados divulgados nesta sexta-feira (05) pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) apontaram que as medidas tomadas durante a pandemia do coronavírus trouxeram efeitos negativos aos processos de transplantes no Brasil.

A associação havia publicado em seu site, anteriormente, uma nota com a recomendação de que os transplantes fossem mantidos “o quanto for possível.”

“Entendemos o drama acarretado pela pandemia atual, mas vamos tentar não deixar a alma do transplante morrer, agindo com calma e prudência, lembrando que milhares de pacientes dependem da doação de órgãos e, consequentemente, dos transplantes, para sobreviverem”, declarou a ABTO.

No levantamento divulgado hoje, a associação afirmou que a paralisação dos transplantes trouxe efeitos ruins para pacientes já transplantados e para aqueles que estão na lista de espera.

Para Valter Duro, integrante do Conselho Consultivo da Associação, as taxas continuarão a crescer, ao menos no primeiro semestre de 2021, mas podem ser reguladas com “vacinação em massa”.

Os pacientes mais afetados são os que passaram por transplante de rim e somam cerca de 80 mil pessoas.

“Tendo por base dados dos dois maiores centros de transplante renal do país, a ABTO chegou à conclusão de que aproximadamente 10% deles foram infectados pelo novo coronavírus, com taxas de mortalidade (proporção de mortes em relação ao total de transplantados) variando entre 2% e 2,5%”, afirmou a Agência Brasil.

Os dados apontaram que a taxa proporcional de mortes em relação aos transplantados diagnosticados, apontou a letalidade entre 20% e 25%.

Já a taxa de mortalidade por Covid-19, ficou em 0,9% e a de letalidade da doença em 2,5% no Brasil.

Segundo Valter Duro, as taxas atuais de transplantes renais e de hepáticos (de fígado) fizeram com que o Brasil retrocedesse para cenários de 2017.

Os transplantes renais apresentaram queda de 24,5%, já os transplantes hepáticos apresentaram queda de 9%.

Entre os números de quedas, a ABTO apontou que o transplante de córnea apresentou uma redução de 52,7%. Ficando em 33,9 pmp (por milhão de população), valor equivalente a meados dos anos 1990.

Sobre os pacientes que estavam na lista de espera, o membro do Conselho da ABTO declarou que “a mortalidade em lista aumentou 33%, talvez em decorrência do maior risco de exposição ao covid, pela necessidade de realizar hemodiálise”.

O cadastro de espera para transplante renal cresceu 5,8% durante a pandemia, enquanto o ingresso em lista caiu 32%.

Com informações: Agência Brasil.

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