fbpx

Ativista do ‘300 pelo Brasil’ é liberada do uso de tornozeleira eletrônica



Após mais de sete meses em prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica, Érica Viana, ativista do movimento “300 pelo Brasil” foi liberada do uso do equipamento na última quinta-feira (6).

Conforme informou o Brasil Sem Medo, Érica usava o equipamento desde junho de 2020, quando foi presa ilegalmente no âmbito do inquérito inconstitucional dos supostos “atos antidemocráticos” pelo fato de integrar o grupo “300 do Brasil”, que criticava ministros do Supremo Tribunal Federal.

Ela chegou a ser presa e ficou detida por oito dias na Penitenciária Feminina da Colméia, no Distrito Federal.

“É com grande felicidade e gratidão a Deus que quero testemunhar para vocês que nada é impossível para o Senhor”, escreveu Érica em vídeo onde mostrava que está livre da tornozeleira.

Como noticiou o Terça Livre, a Polícia Federal disse ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não encontrou provas suficientes para indiciar pessoas que seriam responsáveis pela suposta realização ou financiamento de “atos antidemocráticos”.

A PF ainda disse ter concluído sua parte e que, após dezenas de diligências, “não encontrou elementos suficientes para indiciar pessoas pela realização ou financiamento de atos antidemocráticos, por ora”.

Perícia forjada

Como também já noticiou o Terça Livre, o ministro Alexandre de Moraes está colaborando com uma grande farsa nos autos do Inquérito 4828, que investiga os supostos “atos antidemocráticos”.

A tese dos crimes investigados no inquérito seria associação criminosa e financiamento com dinheiro da publicidade federal às ações de propaganda de atos violentos para a subversão da ordem política e social nos chamados “atos antidemocráticos”, o crime do artigo 22 previsto na Lei de Segurança Nacional.

O Terça Livre teve acesso a um relatório de 9 de julho de 2020, do delegado da Polícia Federal designado por Moraes para conduzir a investigação.

No relatório é citado um documento produzido em abril de 2020 na CPMI das Fake News como fundamento para a acusação de que o governo financia os atos tipificados como crimes contra a Segurança Nacional.

O documento é assinado por dois consultores legislativos e está repleto de distorções e falsificações sobre a publicidade federal veiculada por meio do Google Adsense.

Os consultores legislativos da CPMI, Cristiano Aguiar Lopes e Daniel Chamorro Petersen, que assinam a perícia, fizeram se passar por cristãos anticomunistas a fim de obterem mais facilmente as informações junto à SECOM via Lei de Acesso à Informação, a LAI.

Uma vez tendo acesso aos dados, os consultores produziram uma série de distorções que valeram dezenas de manchetes contra o governo e ainda forneceram substrato para que o ministro Alexandre de Moraes quebrasse o sigilo fiscal e bancário de todos os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro.

Alexandre de Moraes determinou ainda o depoimento dos filhos e assessores do Presidente da República.

Desde junho o ministro está em posse das supostas provas colhidas na investigação de grupos que promovem “atos contra a democracia”. Ainda hoje  nada que comprove indícios de crime foi revelado.

Mesmo sem provas, a ativista e professora Sara Winter e o jornalista Oswaldo Eustáquio foram presos por terem supostamente participado de “atos antidemocráticos”.

 

Sobre o Colunista

Bruna de Pieri

Comente

Clique aqui para comentar

Colunistas

avatar for Juliana GurgelJuliana Gurgel

Católica, produtora, doutora em artes da cena, professora e aikidoista.

avatar for Paulo FernandoPaulo Fernando

Advogado, professor de Direito Constitucional e Eleitoral para concu...

avatar for Polibio BragaPolibio Braga

Políbio Braga é um jornalista e escritor brasileiro. Nascido em S...

Achou algum erro na matéria? Nos informe através do formulário abaixo: