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Ativista ligada a Greta Thunberg é presa na Índia



Uma ativista ligada a Greta Thunberg foi presa na Índia neste fim de semana por supostamente ajudar a editar um documento que, segundo as autoridades da Índia, incentivava a conspiração de fazendeiros contra o governo.

Como noticiou o Terça Livre, Thunberg conseguiu fazer com que a Índia abrisse uma investigação criminal sobre possível conspiração e promoção de discórdia contra o Estado depois que compartilhou um documento que continha instruções para estimular ainda mais os protestos no país.

O “kit de ferramentas” como o arquivo foi denominado, trazia um “estoque” de hashtags que poderiam ser disseminadas nas redes sociais, além de conselhos sobre como organizar comícios. 

No fim de semana, a polícia interrogou a ativista Disha Ravi, líder do braço indiano do movimento “Fridays for Future” encabeçado por Thunberg. Greta disse que não comentaria sobre a prisão de Ravi, de acordo com a Reuters. 

A polícia disse que a prisão faz parte de uma investigação sobre como um grupo de fazendeiros invadiu o histórico “Forte Vermelho” no Dia da República na Índia, no mês passado. A prisão da ativista gerou protestos na Índia.

“O principal objetivo do ‘kit de ferramentas’ era criar desinformação e insatisfação contra um governo legalmente promulgado”, disse aos jornalistas o oficial de polícia de Delhi, Prem Nath.

A polícia registrou o caso como conspiração criminosa. A lei da sedição da era colonial acarreta pena de prisão perpétua.

“O kit de ferramentas buscava amplificar artificialmente notícias falsas por meio de vários tweets que eles criaram na forma de um banco de tweets. E eles buscaram o público para participar da ação em 26 de janeiro, que foi o Dia da República da Índia”, disse o policial.

Os protestos

Milhões de pessoas aderiram aos protestos em toda a Índia contra as polêmicas reformas agrícolas do governo. Os agricultores temem que as medidas os deixem mais pobres.

Os protestos, que começaram em novembro, são vistos como o maior desafio para o primeiro-ministro Narendra Modi desde que ele assumiu o cargo em 2014.

Os agricultores estão exigindo a retirada das novas leis que, segundo eles, favorecem as grandes fazendas corporativas e devastam os ganhos dos agricultores de menor escala.

Dezenas de milhares de agricultores ficaram acampados durante dias em protesto contra as novas leis nos arredores de Delhi. A Índia chegou a suspender alguns dos serviços locais de internet móvel, alegando necessidade de manter a “segurança pública”.

O primeiro-ministro, no entanto, diz que as leis “visam melhorar o desempenho do setor”. Artistas e personalidades internacionais como Greta, Rihanna e afins fizeram campanha “em defesa dos agricultores indianos”.

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