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© Marcelo Camargo/Agência Brasil

Autoridades do Governo vazam relatório do COAF que embasou operação contra Salles



O relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), segundo informou o site Poder 360, foi vazado ilegalmente, na última sexta-feira (21),  por autoridades do Governo Federal. O principal alvo da investigação foi o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

Segundo a matéria do site de notícias, o vazamento teve origem em uma ala da Polícia Federal que se opõe ao presidente da República, Jair Bolsonaro. O vazamento, no entanto, é considerado ilegal, uma vez que os dados do COAF são protegidos por sigilo – a lei proíbe a divulgação dessas informações.

Segundo o relatório vazado, Ricardo Salles teria realizado operações financeiras consideradas suspeitas. Essas operações teriam supostamente acontecido a partir de um escritório de advocacia que ele tem em sociedade com a mãe. O relatório não descreve quais seriam essas operações “suspeitas”.

Após autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, busca e apreensão em endereços relacionados ao ministro a pedido da PF foram feitas. A ação de Moraes, que também determinou a quebra dos sigilos fiscal e bancário de Salles, no entanto, não passou pela Procuradoria-Geral da República.

“Não há como se defender de algo que não se conhece. Se indicarem quais são as tais operações suspeitas, tenho todo interesse em esclarecer imediatamente. Talvez não as indiquem porque simplesmente não existem”, declarou o ministro Salles.

Ao comentar o caso, o analista político Italo Lorenzon, durante o Boletim da Manhã desta terça-feira (25), começa analisando o caso com uma frase da dra. Thaméa Danelon, que diz nunca ter visto uma ação policial ser feita sem o conhecimento do Ministério Público. Por conta disso, Lorenzon analisa que a ação da PF não foi uma ação policial normal.

“Agora temos a informação que no COAF houve o vazamento de informações sigilosas. E o COAF mexe com o sigilo bancário da população. É tão grave mexer no sigilo bancário, quanto é mexer no sigilo de voto, são duas coisas sagradas em uma democracia, você não pode ter suas contas expostas, entende? A sua movimentação financeira é sua, é parte da sua intimidade é de foro íntimo. Isso é gravíssimo e abre imensas janelas para chantagens, sequestros”, concluiu o analista político.

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Sobre o Colunista

Brehnno Galgane

Graduando em Filosofia pela PUC-Rio, Católico e cultivador de uma narrativa que tenha sentido segundo a forma humana.

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