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Barroso diz que TSE ‘tentará cumprir’ se Congresso aprovar voto impresso

Luis Macedo/Câmara dos Deputados


O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), participou nesta quarta-feira (9) de debate na Câmara dos Deputados sobre projetos relacionados às eleições de 2022, incluindo o voto impresso.

O magistrado disse que o voto impresso é uma decisão política e que se o Congresso decidir e o Supremo validar, o país terá voto impresso.

Entretanto, segundo Barroso, caso isso ocorra, as coisas vão piorar: “A vida vai ficar bem pior, vai ficar parecido com o que era antes”.

Barroso alega que implantar o voto impresso custaria R$ 2 milhões, além das dificuldades administrativas com licitações para comprar novas urnas.

O ministro reiterou que torce para que não ocorra, mas se o Congresso aprovar o projeto, o TSE vai, “em boa-fé”, tentar cumpri-lo.

“Não há risco de não se cumprir decisão do Congresso Nacional. Torço para que ela não venha, mas se vier, nós cumpriremos, mas é preciso ressaltar que não é fácil”, disse.

O ministro justificou que as urnas eletrônicas não ficam conectadas à rede, motivo pelo qual elas não podem ser invadidas por um ataque hacker.

Ainda de acordo com Barroso, no sistema atual, implantado em 1996, nunca se documentou fraude desde então.

“E provavelmente seja o melhor lugar para uma aferição empírica disso, todos os senhores foram eleitos nesse sistema. Derrotamos as fraudes do sistema de papel”, disse.

Para o ministro, o processo eletrônico “é seguro, transparente e, sobretudo, é auditável” e nunca houve fraude comprovada nas urnas eletrônicas.

Em determinado momento do debate, o ministro mencionou uma pesquisa considerada tendenciosa feita pelo Datafolha, em que 73% da população diz acreditar na urna eletrônica.

A deputada federal Bia Kicis (PSL-DF) rebateu Barroso no Twitter, explicando que o Datafolha não comparou urna eletrônica com ou sem o voto impresso.

A pesquisa, na verdade, questionava sobre manter a urna eletrônica ou voltar ao voto em papel.

A falácia de que o voto impresso significaria o retorno do voto em papel já foi desmentida diversas vezes pela deputada e pela comissão do voto impresso, instalada recentemente na Câmara.

O ASSUNTO FOI DEBATIDO NO BOLETIM DA MANHÃ DESTA QUARTA-FEIRA (9). ASSISTA:

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