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BBB é essencial, mas o seu trabalho não



Há um ano todos os brasileiros estão sendo obrigados a renunciar a momentos importantes da vida devido às insanas medidas de confinamento impostas por governos e políticos, mesmo sem comprovação de que elas surtam algum efeito contra o vírus chinês.

A insistência doentia do “fique em casa” deixou 14 milhões de pessoas desempregadas, de acordo com levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em setembro.

Na primeira quinzena de julho de 2020 o país perdeu mais de 700 mil empresas, também de acordo com pesquisa do IBGE sobre os impactos da praga chinesa.

Paralelo a isso, as medidas como uso de máscaras e lockdowns não impediram as mortes e os casos do vírus. Devido à Covid-1984, você adiou eventos, viagens, não vê mais amigos, não pode estudar, mal se relaciona, fechou sua empresa, perdeu clientes e não pode ir trabalhar, passear na praça ou ir à praia.

Mas não se preocupe: após um ano todo de lazer escasso, sem ir à Miami nem passar o ano novo em Trancoso, tirar férias no Caribe com a família, sem jogar futebol com os amigos ou ir a resorts luxuosos, você poderá curtir – sem sair de casa – os inéditos cem dias de Big Brother Brasil (BBB) na telinha da Rede Globo. Aquela mesma emissora que fez você adiar sua vida. Afinal, o vírus é muito mortal.

Sim, inéditos cem dias porque é a primeira vez que o programa terá essa duração. O Grupo Globo não poderia interromper a tradição “histórica” de exibir o BBB anualmente há 21 anos.

Você não tem esse privilégio, entenda. Seu trabalho pode não ser essencial durante a pandemia da Covid-1984, mas o BBB é, sim senhor. O único lazer a que você está fadado a ter é aquele que o Grande Irmão te dá.

Coincidentemente, calhou que na mesma semana de estreia do famigerado programa apenas um tema era discutido à exaustão durante os “Dois Minutos de Ódio” que todos os dias impulsionam as redes sociais e a imprensa: um presidente da República sozinho teria consumido o equivalente a 15 milhões de reais em leite condensado.

Imerso em mais uma crise fabricada, você pode não ter tido tempo de perceber, mas ninguém contrariou ou criticou o confinamento de 20 pessoas em plena emergência de saúde pública. O nosso Ministério da Verdade virtual estava bastante ocupado ditando o que você deveria discutir naquele momento.

Pode não lhe ter ocorrido, mas se pesquisar, verá que as palavras “coronavírus” e “BBB” não aparecem juntas em uma mesma manchete produzida pela mídia. Ninguém criticou, chamou de genocida, entrou na justiça ou mandou censurar o programa da Rede Globo.

“A massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa”, já dizia George Orwell no livro 1984, que nunca foi tão atual.

Até quando seremos reféns dos “Grandes Irmãos”?

Sobre o Colunista

Bruna de Pieri

2 Comentários

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  • E um absurdo esse tipo de programa.-Ele é nocivo às famílias.-Não acrescenta nada de bom , pelo
    contrário, só empobrece o discernimento.-

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Católica, produtora, doutora em artes da cena, professora e aikidoista.

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Advogado, professor de Direito Constitucional e Eleitoral para concu...

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Políbio Braga é um jornalista e escritor brasileiro. Nascido em S...

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