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Belarus: jornalistas são presas por noticiarem protestos



A justiça de Belarus condenou nesta quinta-feira (18) as jornalistas Katsiaryna Andreyeva e Darya Chultsova a 2 anos de prisão apenas por realizarem uma cobertura dos protestos contra o governo ditador do país.

As jornalistas trabalham para o canal de notícias polonês, Belsat.

Segundo a Agência Reuters, as jornalistas foram acusadas de orquestrar protestos contra o presidente ditador, Alexander Lukashenko.

Katsiaryna Andreyeva e Darya Chultsova foram detidas em novembro de 2020, em um apartamento que usavam como ponto de observação para filmar manifestações.

O advogado das rés afirmou que irá recorrer da decisão. As duas se declararam inocentes.

A Lituânia, onde a opositora do ditador, Sviatlana Tsikhanouskaya, está exilada, exortou o país “a acabar com o espiral de repressão”.

Já a Polônia disse em um comunicado que as prisões terão “consequências muito graves.”

O jornal Belsat foi criado na Polônia por jornalistas bielorrussos e poloneses para cobrir a crise em Belarus, afirmou a Reuters.

Peter Stano, porta-voz das relações exteriores da União Europeia, condenou a ação dizendo que isso é uma “vergonhosa repressão aos meios de comunicação”.

O correspondente internacional do Terça Livre, jornalista Allan dos Santos, comparou a ação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal do Brasil (STF), as ações do presidente ditador de Belarus, em uma publicação no Twitter.

“O @alexandre segue direitinho uma galera estrangeira do hemisfério norte.”

Moraes, que comanda dois inquéritos inconstitucionais contra conservadores, determinou a prisão do deputado federal Daniel Silveira na última terça-feira (16), após o parlamentar publicar uma gravação onde criticava os ministros do Supremo.

Além disso, o ministro também já determinou outras prisões, como a do jornalista Oswaldo Eustáquio e também buscas e apreensões nas casas de jornalistas, empresários e políticos brasileiros que fazem oposição ao ativismo judicial e a ditadura da toga.

Em Belarus, mais de 33.000 pessoas foram detidas em uma violenta repressão aos protestos contra o governo de Lukashenko após a eleição em agosto de 2020 ser contestada, por suspeitas de fraudes.

Alexander Lukashenko está no cargo desde 1994 e é considerado o “último ditador da Europa.”

Apesar de já ter sofrido diversas sanções, Lukashenko se recusou a renunciar, após receber apoio da Rússia governada por Vladimir Putin.

Segundo informações, Moscou vê Belarus como um “estado-tampão contra a União Europeia e a Otan.”

Agência Reuters.

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