fbpx

Bia Kicis anuncia criação de comissão especial sobre voto impresso auditável para a próxima semana

Instalação e Eleição do Presidente e Vice-Presidentes da Comissão. Presidente Eleita, dep. Bia Kicis (PSL - DF)


A deputada federal Bia Kicis, atual presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, concedeu nesta quarta-feira (28) uma coletiva de imprensa para falar sobre o voto impresso auditável. Segundo a parlamentar, o presidente da Câmara, Arthur Lira, irá instaurar na próxima terça-feira (4) uma comissão especial sobre voto impresso auditável.

Durante a entrevista também foi lido um manifesto divulgado pelo PSL em prol da medida.

“Precisamos garantir eleições verdadeiramente confiáveis, livre e justas, com maior transparência do sistema de urnas eletrônicas, a fim de assegurarmos que os rumos de nosso país sejam comprovadamente determinados pela vontade do povo. Por mais que tenhamos tecnologias avançadas e o Brasil seja referência mundial no desenvolvimento e no uso da urna eletrônica, sistemas são violáveis”, declarou o documento divulgado pela bancada do PSL.

“Por isso, a adoção de novos sistemas eleitorais eletrônicos, como o voto impresso auditável, tem se mostrado como indispensável evolução para viabilizar maior transparência ao registro e à contagem de votos com comprovação, de que a manifestação do eleitor será computada e com a possibilidade de auditoria, em caso de suspeita de fraude”, acrescentou o manifesto.

E finalizou: “Por isso, os membros da bancada do PSL na Câmara estão comprometidos com a PEC 135/19. Acreditamos que a confiança baliza todo o processo político, o que justifica a busca de medidas para reforçar a transparência, a segurança e a modernização do processo eleitoral brasileiro. Precisamos respeitar a vontade deste Parlamento que já decidiu reiteradamente pela adoção desse instrumento que retrata o verdadeiro direito ao voto, a segurança e a confiança na democracia. Trata-se, pois, de uma questão suprapartidária.”

Bia Kicis reforçou o pedido para ser implementado no Brasil um sistema eleitoral mais seguro e transparente, que passa respeitar e comprovar a vontade do povo brasileiro.

“Certamente todo eleitor é digno de ter um sistema eleitoral seguro e transparente, e essa transparência se mede, dentre outros fatores, pela auditabilidade do voto. Hoje, infelizmente, no Brasil, existe no imaginário coletivo uma crença de que o nosso sistema é seguro – e eu digo isso crendo que seja fruto de muita desinformação. O nosso sistema não é seguro, infelizmente. Ele é vulnerável”, apontou a parlamentar.

E completou: “Nós não estamos pregando aqui a volta da velha cédula de papel. Não, não é isso que nós queremos, por isso não existe nenhum retrocesso nessa demanda. Nós estamos aqui buscando aprimorar o sistema hoje existente. Então nós queremos urna eletrônica sim, mas nós queremos uma urna que vá além da urna de primeira geração, que é a nossa, onde a urna guarda dentro de si os votos que são digitados e o eleitor não tem como conferir.”

A deputada federal defende que o próprio eleitor deve ter meios materiais para assegurar que seu voto foi computado da maneira correta, sendo “capaz de votar e checar, conferir imediatamente com os seus próprios olhos a materialização do seu voto”. Garantiu ainda que o eleitor fará isso de forma segura, uma vez que “não vai levar o voto impresso para casa e nem mostrar para ninguém”.

“Nós teremos assim uma urna de segunda geração. Uma urna eletrônica a qual está acoplada uma impressora, que, após o eleitor digitar o número de seu candidato, ele irá solicitar a impressão, a impressora acoplada irá imprimir um papel com o voto, o eleitor irá checar se aquele voto no papel é um espelho fiel daquilo que está refletido na tela da urna digital e assim irá confirmar, e esse voto impresso cairá dentro de uma urna física. Isso trará segurança e auditabilidade”, concluiu a deputada.

O próximo passo, agora, depois que a PEC foi aprovada na CCJ por 33 votos a 5, será a constituição de uma comissão especial. Segundo Bia Kicis, o presidente da Câmara, Arthur Lira, assegurou que na próxima teça-feira (4) irá criar a comissão especial.

“Nessa comissão poderemos cuidar dos detalhes. Por exemplo: qual o percentual de urna será auditada para controle, 20%. 10%, 50%, todas? Isso tudo será tema para a comissão especial”, finalizou a deputada.

Colunistas

avatar for Juliana GurgelJuliana Gurgel

Católica, produtora, doutora em artes da cena, professora e aikidoista.

avatar for Paulo FernandoPaulo Fernando

Advogado, professor de Direito Constitucional e Eleitoral para concu...

avatar for Polibio BragaPolibio Braga

Políbio Braga é um jornalista e escritor brasileiro. Nascido em S...

Achou algum erro na matéria? Nos informe através do formulário abaixo: