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Biden usa massacre em escola para justificar restrições a armas e pais de alunos rebatem o presidente



O presidente Democrata dos Estados Unidos, Joe Biden, lembrou e prestou homenagem no último domingo (14) o aniversário de dois anos do massacre ocorrido na escola Stoneman Douglas High School (Stoneman Douglas High). Biden aproveitou a ocasião para defender medidas mais restritivas contra a legislação de armas nos EUA.

“Em segundos, as vidas de dezenas de famílias, e a vida de uma comunidade americana, foram mudadas para sempre”, disse Biden.

Aproveitando o momento de comoção, Biden aproveitou para pedir ao Congresso que atuasse na aprovação de leis contra a venda de armas.

Nos Estados Unidos (EUA), o direito ao porte individual de armas é garantido, em uma interpretação, pela Constituição americana na Segunda Emenda, que entrou em vigor em 1789.

O texto estabelece, em tradução livre, “uma bem regulamentada milícia sendo necessária para a segurança de um Estado livre, o direito das pessoas de manter e portar armas não deve ser infringido”.

O presidente Democrata resolveu então associar a segurança escolar com a falta de legislação mais restritiva contra as armas. Ele também afirmou que o país vive uma “epidemia de violência armada”.

“Esta administração não vai esperar pelo próximo tiroteio em massa para atender a esse apelo. Tomaremos medidas para acabar com a nossa epidemia de violência armada e tornar as nossas escolas e comunidades mais seguras”, disse o presidente.

Entretanto, pais que tiveram seus filhos mortos durante o tiroteio não concordam com o posicionamento de Joe Biden. Ryan Petty, cuja filha Alaina tinha 14 anos quando foi morta no tiroteio, dirigiu-se ao presidente agradecendo a lembrança do ataque e acrescentou que a proposta do presidente não irá evitar mais tragédias.

“Sr. Presidente, obrigado por se lembrar dos entes queridos que nos foram tirados há 3 anos”, escreveu ele. “Alaina amava este país e as liberdades que ele garante. O bom senso diz-nos que honrar a sua vida não exige a violação dos direitos dos cidadãos cumpridores da lei”.

“É errado concentrar-se na arma”, disse Petty, que é agora membro da direção da escola estatal. “Para aqueles que compreendem o que aconteceu naquele dia, houve erros. Este foi o tiroteio escolar mais evitável da história do nosso país. Os sinais de aviso estavam lá. Era evidente que o assassino tinha intenções de atacar a escola”.

Comentando o caso, o escritor e especialista em segurança Bene Barbosa reconhece que o discurso usado pela esquerda visa comover e não condiz com a realidade americana.

Barbosa lembrou que Biden não mencionou que cerca de 90% desses ataques ocorrem dentro das “Free Zones”, ou seja, locais onde ninguém pode entrar ou permanecer armado.

Grande parte das escolas, por exemplo, liberaram os professores a portarem armas dentro das instituições e não houve nenhum tipo de massacre nas mesmas, ou seja, essas escolas deixaram de ser alvos.

“Você tem duas questões que pensam muito. Uma AR-15, para o americano, é um símbolo de liberdade. Quando você ataca esse tipo de armamento, você está atacando a ideia que o povo americano tem: eu cuido da minha segurança e se precisar eu uso contra um governo ditatorial.”

Sobre o Colunista

Brehnno Galgane

Brehnno Galgane

Graduando em Filosofia pela PUC-Rio, Católico e cultivador de uma narrativa que tenha sentido segundo a forma humana.

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