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Bolsonaro defende retomada conjunta da economia em reunião do Prosul

Marcos Corrêa/PR


O presidente Jair Bolsonaro defendeu nesta terça-feira (16) a junção de países da América do Sul para a retomada da economia, durante a VI Reunião Extraordinária de Presidentes do Prosul (Progresso e Integração da América do Sul).

Participaram da reunião junto ao presidente os ministros das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e da Economia, Paulo Guedes.

De acordo com a assessoria de comunicação do governo, o presidente ressaltou a importância da reunião para discutir os desafios da região, em particular a superação da crise sanitária e a necessidade da retomada do crescimento econômico.

“A ação dos Estados soberanos para mitigar os efeitos nocivos da Covid-19 na economia e na sociedade tem se mostrado decisiva. Temos contado também com o apoio fundamental de instituições internacionais de crédito aliadas à nossa causa. Por essa razão, vemos como muito oportuna esta reunião do Prosul às vésperas da Assembleia Anual do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)”, afirmou.

A reunião do BID terá início nesta quarta-feira (17) e será encerrada no próximo dia 21 de março.

Durante seu pronunciamento, Bolsonaro alertou sobre o impacto nos empregos e na renda da população dos países da América do Sul, provocados pelas medidas adotadas durante a pandemia do coronavírus.

“A situação é ainda mais grave em países como os nossos, onde número significativo de pessoas precisa buscar seu sustento e de seus familiares por meio da informalidade, muitas vezes trabalhando de dia para pagar a comida da noite, sem garantia de uma renda mínima.”

Fazem parte do Prosul a Argentina, Brasil, Chile, Paraguai, Colômbia, Equador, Guiana e Peru.

Com a leitura do cenário atual, o presidente ainda citou algumas das ações realizadas pelo Brasil para amenizar a crise interna, como a criação do auxílio emergencial em 2020 e a continuidade do benefício por mais alguns meses em 2021.

Aos  chefes de Estado dos países, Bolsonaro defendeu algumas ações que poderão permitir o crescimento da economia nos próximos anos, como a reforma tributária, a reforma administrativa, a Nova Lei de Falências e a privatização de empresas estatais.

“Buscamos também estabelecer marcos regulatórios que fortaleçam a segurança jurídica, melhorem o ambiente de negócios e ampliem os investimentos em diversos setores, como, por exemplo, os de petróleo e gás, de infraestrutura viária, de saneamento e de bioeconomia”, disse.

Além disso, o chefe do executivo brasileiro pontuou que a junção entre os países do Prosul no pós-Covid pode os ajudar a enfrentar os desafios e aumentar o fluxo de investimentos.

“O Prosul nos proporciona uma ótima oportunidade de coordenação para o enfrentamento deste desafio e a retomada da economia de nossos países, e para isso é fundamental o apoio de instituições parceiras como o BID”, declarou Bolsonaro.

“Em um cenário de forte pressão sobre as finanças públicas, é crucial promover concessões e parcerias público-privadas que mobilizem recursos suficientes para impulsionar o desenvolvimento do Brasil. Já obtivemos muitos progressos, mas queremos avançar ainda mais em áreas como transporte, logística e saneamento urbano”, completou.

Jair Bolsonaro reforçou ainda aos presidentes que o Brasil é um país parceiro, que planeja trabalhar pelo desenvolvimento não só das riquezas do nosso país, mas também da América do Sul.

“Estejam seguros de ter no Brasil um parceiro determinado a trabalhar para promover o desenvolvimento sustentável da nossa região amazônica e da América do Sul, com amparo na livre iniciativa e na abertura econômica, em prol do bem-estar, da segurança e da prosperidade de nossas populações”.

Com informações: Governo Federal.

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