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Bolsonaro pede combate à ‘cristofobia’ em discurso proferido na ONU

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Em seu discurso na abertura da 75ª edição da Assembleia- Geral das Nações Unidas, o presidente Bolsonaro, além de rebater críticas de outros países acerca da política ambiental brasileira,  encerrou sua participação de aproximadamente 15 minutos, fazendo um apelo pela “liberdade religiosa” e ajuda no combate à “cristofobia”.

O chefe do executivo também afirmou que o Brasil está preocupado com o terrorismo em todo o mundo.

“A liberdade é o bem maior da humanidade. Faço um apelo a toda a comunidade internacional pela liberdade religiosa e pelo combate à cristofobia”, afirmou.

Durante o discurso divulgado nesta terça-feira (22), Bolsonaro disse ainda que o “Brasil é um país cristão e conservador e tem na família sua base.” Declarou.

A participação do presidente foi bastante repercutida nas redes sociais. O jornalista e fundador do Terça Livre, Allan dos Santos, lembrou que o presidente é o primeiro líder político a falar em cristofobia na ONU.

“Bolsonaro desfez inúmeras farsas internacionais e é primeiro líder político a falar em cristofobia na ONU. Veremos a imprensa mundial dando cambalhotas para desmentir que não há um só grupo religioso que seja mais perseguido que os cristãos.” Disse.

O deputado Federal Paulo Eduardo Martins, afirmou que o discurso foi louvável, pois ainda existe grande perseguição aos cristãos pelo mundo.

“Não pude acompanhar o discurso do presidente na ONU, mas soube que ele falou em cristofobia e isso é louvável. Há grande perseguição aos cristãos no mundo, por mais que os descolados neguem ou façam piada sobre esse fato.” destacou.

O presidente do PTB, Roberto Jeferson, disse que o discurso de Bolsonaro foi estadista em suas palavras.

“O Presidente Messias Bolsonaro falou em Cristofobia na casa do satanás, A Gaiola das Loucas, a globalista ONU. Mais um grande discurso de estadista, a mostrar àquele entulho burocrático efeminado, que com a utilização de 27% de nosso território, alimentamos 1/6 do mundo.” Relatou.

Mais de 250 milhões de cristãos foram perseguidos no mundo em 2019

De acordo com uma reportagem do jornal Correio Braziliense feita em janeiro desse ano, cerca de 260 milhões de cristãos foram “severamente perseguidos” em todo mundo em 2019.

Apesar da quantidade de fiéis mortos por causa de sua fé ter diminuído, o número ainda é surpreendente, revela um relatório da ONG Open Doors.

A organização publica anualmente seu índice que usa dados de 50 países onde os cristãos são mais perseguidos. O período avaliado vai de novembro de 2018 a outubro de 2019.

Segundo a ONG Open Doors, no total, 260 milhões de cristãos – católicos, ortodoxos, protestantes, batistas, evangélicos, pentecostais – foram “severamente perseguidos”, contra 245 milhões em 2018.

“Este aumento pode ser explicado, em particular, pela deterioração da situação da liberdade religiosa na China em nível nacional, afetando cada vez mais regiões, e pela implantação do jihadismo na África”, escreve a ONG.

O número de cristãos mortos caiu de 4.305 para 2.983, uma diminuição de 31% em relação ao ano anterior.

“Por três anos esse número continuou aumentando”, de acordo com a Open Doors, que explica essa diminuição pela “queda do número (conhecido) de cristãos mortos na Nigéria”.
Contudo, a Nigéria permanece no topo dos países com o maior número de cristãos mortos por sua fé, com 1.350 mortos.

A ONG ainda diz que em um ano, o número de igrejas atingidas (fechadas, atacadas, danificadas, ou queimadas) aumentou cinco vezes em todo mundo, de 1.847 para 9.488, enquanto o número de cristãos detidos subiu de 3.150 para 3.711.

Com todos os tipos de perseguições combinados, a Coreia do Norte está novamente no topo deste ranking anual.

“O controle totalitário do regime sobre cada indivíduo faz de sua fé em Deus um crime contra o regime, motivo suficiente para terminar sua vida em um campo de trabalhos forçados”, relata a ONG.

Na sequência, aparecem Afeganistão, Somália, Líbia, Paquistão, Eritreia, Sudão, Iêmen, Irã e Índia.

Parceira da Open Doors International (que opera em 60 países), a Open Doors diz que seus números, que incluem apenas os assassinatos “comprovados com certeza”, estão “abaixo da realidade”.

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Católica, produtora, doutora em artes da cena, professora e aikidoista.

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