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Boris Johnson mente e anuncia ‘passaporte sanitário’



 

Após divulgar no início do mês o fim de todas as restrições contra Covid-19 na Inglaterra, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anunciou na última segunda-feira (19) que o “passaporte sanitário” será exigido aos que desejarem “entrar em locais lotados” a partir do final de setembro. Depois de protestos quando a medida foi anunciada pela primeira vez, Johnson disse que a medida não seria implementada.

“No final de setembro, todos com 18 anos ou mais terão a chance de receber a vacinação completa e as duas semanas adicionais para que essa proteção seja realmente estabelecida. Então, nesse ponto, planejamos tornar a vacinação completa uma condição para entrada em casas noturnas e outros locais onde grandes multidões se reúnem”, disse Nadhim Zahawi, secretário de Estado inglês.

Boris Jonhson também reforçou que a imposição do “passaporte” à população é para evitar, por exemplo, que não vacinados entrem em pubs ou bares. Segundo primeiro-ministro britânico, o governo “se reserva o direito de fazer o que for necessário para proteger o público”.

“Gostaria de lembrar a todos que alguns dos prazeres e oportunidades mais importantes da vida dependerão cada vez mais da vacinação”, disse Johnson, ameaçando pessoas que não queiram tomar a vacina por qualquer motivo que seja.

O pronunciamento autoritário do primeiro-ministro serve para intimidar 35% da população jovem britânica, com idade entre 18 e 30 anos, que ainda não se vacinou. Muitos têm receio dos efeitos colaterais.

A imposição de um “passaporte de vacina” é reprovada por grande parte dos europeus e vem sendo motivo de protestos populares em diversos países, inclusive na Inglaterra.

O analista político José Carlos Sepúlveda, durante o Boletim da Manhã de quinta-feira (22), criticou a linguagem revolucionária e ditatorial que as democracias ocidentais estão usando.

“Essa é a linguagem de todas as ditaduras, de todos os regimes totalitários da história revolucionários, eles dizem sempre que é para proteger o povo. ‘Vamos mandar para um campo de concentração que é para você ficar protegido’, dizem eles”, apontou Sepúlveda.

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Sobre o Colunista

Brehnno Galgane

Graduando em Filosofia pela PUC-Rio, Católico e cultivador de uma narrativa que tenha sentido segundo a forma humana.

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