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‘Brasil não tem mentalidade de defesa’, aponta Braga Netto



Durante sessão na Comissão de Relações Exteriores da Câmara na semana passada, o ministro da Defesa, general Walter Braga Netto foi questionado pelo deputado Luiz Philippe de Orléans e Bragança (PSL-SP) sobre questões de segurança nacional, defesa e estratégia.

Recentemente, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, fez testes com mísseis nucleares capazes de aniquilar um país inteiro. Segundo o deputado, enquanto a Rússia utiliza sistema “hard power”, o Brasil se vangloria em ter um “soft power”, sem ter nenhuma arma que faça contraposições a qualquer país melhor armado.

O parlamentar questionou se o Brasil tem armamento adequado para combater ataques de outros países e perguntou se Braga Netto considerava que o mundo de hoje é mais pacífico. O ministro respondeu que o Brasil não tem mentalidade de defesa.

“O mundo está se armando mais, países estão se equipando, e na verdade, é em busca de uma segurança alimentar e hídrica. Com relação à nossa capacidade, tempos capacidade, mas uma capacidade limitada. Nós teríamos de partir para um confronto de desgaste. Existe uma busca por recursos naturais e o país, pelas riquezas que possui, realmente é um alvo de cobiça”, disse.

“O mundo não está mais seguro, na minha visão. Está se armando. Eu tive uma reunião com o embaixador russo, o senhor sente o nível de tensão de uma maneira geral. O país [Brasil] não percebe isso. Os recursos não são suficientes. Mas o mais importante para nós seria a previsibilidade”, acrescentou o ministro.

O assunto foi analisado durante o Boletim da Manhã desta quinta-feira (20). O analista político Italo Lorenzon confirmou que, de fato, o Brasil não possui mentalidade de defesa.

“O Brasil não tem mentalidade de defesa. O Brasil tem no máximo aquele nacionalismo ufanista que acha que ‘nós temos que ter o combate na selva, porque se os americanos vierem aqui, vão querer tomar a Amazônia de nós’. Como se, caso eles viessem, pudessem colocar a Amazônia debaixo do braço e sair correndo”, disse.  “Para tomar a Amazônia não é necessário entrar na floresta propriamente dita, é preciso entrar em Brasília, no centro de poder, de comando, neutralizar Manaus, Rio Branco, as capitais, enfim, é dessa maneira que se toma a Amazônia, não se toma a floresta propriamente dita. Então, é essa coisa ufanista e meio conspiracionista que acaba criando em nós essa mentalidade”, acrescentou.

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