fbpx
cai desemprego, informais, mais emprego, taxa de desocupaçãos, ipea
Imagem: Marcelo casal Jr/Agência Brasil

Brasil registra queda no desemprego



Brasil registra queda no número de desempregados. A taxa de desocupação, que em março chegou a 15,1%, recuou para 13,7% em junho. Os dados foram divulgados nessa segunda-feira (27), pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A redução do desemprego foi puxada pelos informais, ou seja, trabalhadores que atuam por conta própria, sem carteira assinada e também apoiando a família.

Ainda segundo o Ipea, os setores que mais contrataram foram os da construção, da agricultura e de serviços domésticos, os quais registraram crescimento de ocupação anual de 19,6%; 11,8% e 9%, respectivamente. Na comparação interanual, levando em consideração o segundo trimestre de 2021, houve expansão de 16% entre os empregados no setor privado sem carteira assinada e de 14,7% dos trabalhadores por conta própria, no segundo trimestre de 2021.

O setor privado formal (com carteira assinada) registrou crescimento de apenas 0,1%, quando considerado o último trimestre. Embora pequeno, o resultado marca a primeira variação positiva apurada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) Contínua, desde o primeiro trimestre de 2020. O que indica redução nas diferenças entre os resultados da pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e os dados extraídos do Novo Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Novo Caged) do Ministério do Trabalho.

Ainda segundo o Ipea, os dados do Novo Caged mostram a geração de quase 3,1 milhões de novas vagas com carteira nos últimos doze meses, encerrados em julho, o que indica um crescimento de 8,1% do estoque de trabalhadores formais na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

O Ipea destaca que embora os resultados sejam positivos, alguns indicadores importantes mostram que outras dimensões do mercado de trabalho brasileiro ainda seguem em níveis bem desfavoráveis. Entre esses pontos a serem melhorados estão o aumento de permanência no desemprego, a manutenção da subocupação (que tem entre seus aspectos a insuficiência de horas trabalhadas), além da alta na informalidade.

Sugiro a seguinte alteração no penúltimo parágrafo: Vale lembrar que o presidente Jair Bolsonaro, desde o início da pandemia, faz questão de demonstrar preocupação com os quase 35 milhões de brasileiros que vivem na informalidade. Os chamados invisíveis, entre os trabalhadores brasileiros, foram os mais prejudicados durante a pandemia, uma vez que governadores e prefeitos, insistindo em políticas restritivas (lockdowns), com anuência do Supremo Tribunal Federal, impediram esses cidadãos de ganhar seu sustento.

Segundo dados do IBGE divulgados pela Agência Brasil, em julho deste ano, o país tinha 34,7 milhões de trabalhadores informais, também conhecidos como “invisíveis”.

Sobre o Colunista

Andréia Luiza Matias

Jornalista, locutora, apresentadora, mãe e esposa.

Comente

Clique aqui para comentar

Colunistas

avatar for Juliana GurgelJuliana Gurgel

Católica, produtora, doutora em artes da cena, professora e aikidoista.

avatar for Paulo FernandoPaulo Fernando

Advogado, professor de Direito Constitucional e Eleitoral para concu...

avatar for Polibio BragaPolibio Braga

Políbio Braga é um jornalista e escritor brasileiro. Nascido em S...

Achou algum erro na matéria? Nos informe através do formulário abaixo: