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Fabio Faria

Caberá ao Congresso definir modelo de privatização dos Correios, diz Fabio Faria



O Ministro das Comunicações, Fábio Faria, informou que caberá ao Congresso definir o modelo de privatização dos Correios. A declaração foi dada nesta quarta-feira (12), durante uma audiência na Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados.

“Quem vai decidir o processo dos correios, se vai ser privatização, concessão, vendas de ação, ou não, é o Congresso Nacional. Se vocês que forem contra vencerem a votação, os derrotado vão aceitar”, informou o ministro após ser questionado por deputados contrários à venda da empresa estatal.

O projeto de lei 591/2.021, que trata da exploração dos serviços postais no país pela iniciativa privada, foi aprovado no último mês e aguarda agora pela deliberação do mérito. A ação permite acelerar a análise do texto, porém ainda não foi definida a data de votação do mérito do projeto.

O texto também prevê que a União ainda permanecerá responsável por parte dos serviços, intitulados de “serviço postal universal”, que inclui encomendas simples, cartas e telegramas.

“Os Correios entregam em torno de 95% das casas do Brasil. A empresa que ganhar vai ter que entregar também. Nenhuma casa que recebe carta dos Correios vai deixar de receber, se entrar uma empresa de fora, caso venha a ocorrer a privatização ou outro tipo de concessão, ou coisa parecida”, afirmou Fabio Faria.

“Eu acredito que é um risco imenso, porque o modelo de privatização no ambiente parlamentar, nós já vimos pela apresentação do relator, que não configura o modelo real de privatização”, pontuou o analista político Carlos Dias, durante o Boletim da Noite de quarta-feira (12).

“Vamos esperar como isso se desenvolverá no campo legislativo, mas a saída tem que ser o método tradicional, a alienação total da empresa, ou seja, venda direta ao mercado pelo preço justo, com uma boa avaliação. Porque é um ativo que tem precificação, mas não tem na mão do Estado nenhuma condição de se valorizar, quanto mais tempo ele permanecer na mão do Estado, menos valor ele terá para negociação futura. Nós vamos simplesmente perder uma oportunidade de agilizar nosso processo, nossa logística, ampliar a concorrência interna, diminuir preço, aumentar a empregabilidade, a produtividade, enfim, uma série de vantagens que o setor privado oferece”, concluiu Carlos Dias.

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Sobre o Colunista

Brehnno Galgane

Graduando em Filosofia pela PUC-Rio, Católico e cultivador de uma narrativa que tenha sentido segundo a forma humana.

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