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Cancelamento: Democratas pedem censura da Fox, OAN e Newsmax em operadoras de TV



Alguns democratas da Câmara dos Representantes do Estados Unidos, estão tentando pressionar as operadoras de televisão a bloquear a Fox News e dois outros canais de notícias a cabo, que são conservadores, argumentando que estão espalhando “desinformação” relacionada à crise provocada pelo coronavírus.

Os representantes Jerry McNerney e Anna G. Eshoo escreveram para 12 empresas de TV a cabo, satélite e streaming, pedindo para que essas tomem medidas que “afirmem o combate à disseminação de informações enganosas.”

Eles alegaram que a Fox, Newsmax e One America News espalharam desinformação sobre as eleições de novembro de 2020 e o COVID-19 e que as operadoras “nada fizeram em resposta à desinformação transmitida por esses veículos”.

Segundo o The Epoch Times, os representantes ainda pediram às operadoras que respondessem a uma série de perguntas até o dia 8 de março, incluindo quais princípios morais ou éticos eles aplicam para decidir quais canais transmitir, quantos assinantes sintonizaram as redes nas semanas anteriores à eleição presidencial e se eles participaram ações adversas contra qualquer canal após a eleição ou a invasão do Capitólio dos Estados Unidos em 6 de janeiro.

A tática dos políticos é semelhante ao do grupo pró-censura e assediador de empresas, Sleeping Giants.

“Você está planejando continuar veiculando Fox News, Newsmax e OANN na U-verse, DirecTV e AT&T TV agora e depois de qualquer data de renovação de contrato? Se sim, por quê?”, escreveram os democratas a AT&T.

Um porta-voz da Fox comentou o fato ao Epoch Times.

“Como o canal de notícias a cabo mais assistido ao longo de 2020, a FOX News Media forneceu a milhões de americanos reportagens detalhadas, cobertura de notícias de última hora e opinião clara.”

“Membros do Congresso, individualmente, destacarem o discurso político de que não gostam e exigir que os distribuidores de TV a cabo se envolvam na discriminação de ponto de vista, estabelece um precedente terrível”, completou.

Já um porta-voz do Newsmax classificou a ação como ataque à liberdade de expressão.

“O ataque dos democratas da Câmara à liberdade de expressão e aos direitos básicos da Primeira Emenda deve causar calafrios na espinha de todos os americanos.”

“A Newsmax relatou de forma justa e precisa as alegações e reclamações feitas por ambos os lados durante a recente disputa eleitoral. Não vimos a mesma cobertura equilibrada quando a CNN e a MSNBC empurraram durante anos o embuste do conluio russo, exibindo várias alegações e entrevistas com líderes democratas que se revelaram patentemente falsas”.

Brendan Carr, comissário republicano de comunicações federal, condenou a ação dos democratas através de um comunicado.

“Ao escrever cartas aos provedores de cabo e outras entidades reguladas que veiculam esses canais de notícias, os democratas estão enviando uma mensagem tão clara quanto preocupante de que essas entidades regulamentadas pagarão um preço se as redações visadas não estiverem em conformidade com as narrativas políticas preferidas dos democratas.”

“Esta é uma transgressão arrepiante dos direitos de liberdade de expressão de que goza todos os meios de comunicação neste país”, completou Carr.

No mês passado a CNN tentou empreender as mesmas ameaças que os democratas, tentando pressionar as operadoras de cabo a removerem concorrentes como a Newsmax.

Algumas provedoras de TV responderam à ação dizendo que estariam comprometidas com a variedade de canais em seus catálogos e que não atuariam como reguladoras, pois, isso seria responsabilidades dos proprietários dos canais.

Estamos comprometidos em fornecer “uma variedade de canais de transmissão cobrindo milhares de tópicos” e não priorizamos “mídias ou veículos específicos, em vez disso, oferecemos suporte ao acesso e à escolha dos telespectadores”, afirmou a CenturyLink.

“Os proprietários das redes (e seus conselhos editoriais) são responsáveis ​​pelo conteúdo que nos entregam. Desde que o conteúdo seja legal, contratualmente, não temos a capacidade de editar o conteúdo unilateralmente ou remover canais de nossa formação com base em seu conteúdo”, acrescentou a outra operadora norte-americana, a Dish.

“Nossos clientes têm flexibilidade para sintonizar, remover ou bloquear canais e conteúdo com base na plataforma que estão usando”, completou.

The Epoch Times.

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