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Cápsulas fabricadas na China são feitas com carne humana, a partir de corpos de bebês cortados e secos em estufas



De acordo com uma reportagem do site UOL realizada em maio de 2012, a polícia da Coreia do Sul divulgou à época imagens de cápsulas produzidas com pó de carne humana, supostamente produzidas a partir de bebês mortos, que têm o corpo cortado em pedaços pequenos e secos em estufas. Segundo as autoridades policiais, as capsulas que foram apreendidas pela alfândega do país chegaram contrabandeadas da China.

A alfândega sul-coreana relatou que as cápsulas foram feitas no nordeste da China, a partir de bebês cujos corpos foram cortados em pedaços pequenos e secos em estufas antes de virar pó. Ao serem analisadas, constatou-se que as cápsulas de carne humana possuíam bactérias, podendo trazer sérios riscos de saúde para quem as consumisse.

Ainda segundo o UOL, as autoridades não informaram o local exato de origem das cápsulas nem quem as produziu. Isso ocorreu para evitar problemas diplomáticos com a China, segundo a agência de notícias Associated Press.

Desde agosto de 2011, a alfândega sul-coreana já descobriu 35 tentativas de contrabando de mais de 17.450 cápsulas semelhantes a esta, disfarçadas de outros medicamentos. Boa parte chega escondida em enchimentos falsos de bagagens e bolsas apreendidos em aeroportos.

O UOL ainda diz que oficiais chineses iniciaram uma investigação sobre a produção de cápsulas com carne de bebês recém-nascidos e fetos no ano passado, após uma denúncia feita pela TV sul-coreana SBS, que acusou empresas farmacêuticas da China de colaborarem com clínicas de aborto para produzir o material.

Os principais suspeitos de realizar o contrabando e entrar com as cápsulas no país, segundo um oficial da alfândega, são chineses de etnia coreana que moram na Coreia do Sul. O funcionário ainda informou que todas as cápsulas encontradas foram apreendidas, mas ninguém foi preso, pois as quantidades eram pequenas e seriam para consumo próprio, e não para a comercialização.

A polícia da Coreia do Sul afirmou que as cápsulas costumam chegar de cidades ao norte da China, como Yanji, Jilin, Qingdao e Tianjin. A alfândega alerta para o perigo de bactérias e outros organismos prejudiciais que podem estar presentes nesses medicamentos.

O jornal Chosun Ilbo relata que as pílulas são vendidas entre 40.000 e 50.000 wons cada (de 27 a 34 euros).
Após ser notificado sobre a nova apreensão ilegal, Deng Haihua, porta-voz do ministro da Saúde chinês, declarou à agência de notícias chinesa que o país vai reabrir as investigações para apurar a produção das cápsulas. (Com Associated Press e AFP).

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