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Caso Navalny: UE decide impor sanções contra aliados de Putin

União Europeia - UE


Líderes da  União Europeia (UE) decidiram nesta segunda-feira (22) impor sanções a quatro funcionários russos de alto escalão aliados do presidente Vladimir Putin.

A iniciativa vem após a mais uma ação do governo russo contra o opositor de Putin, Alexei Navalny.

No último sábado o político perdeu mais um processo contra sua prisão e ainda foi multado por calúnia.

O acordo dos chanceleres da UE,  deve ser formalmente aprovado pelo conselho do grupo em março.

Nos últimos dias a França, Alemanha, Polônia e países bálticos firmaram um bloco de 27 membros para enviar uma mensagem a Putin exigindo que o debate e os protestos devem ser permitidos no país.

Navalny foi preso no dia 17 de janeiro por “violações da liberdade condicional” após retornar da Alemanha para a Rússia, onde estava se recuperando de um envenenamento.

Sua prisão gerou protestos em todo país, o que revoltou o governo de Vladimir Putin.

O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, disse que a decisão foi tomada para prosseguir com as sanções rapidamente.

“As relações (com a Rússia) certamente estão baixas, não há outra palavra para isso”, disse Maas.

Um diplomata da União Europeia disse a Agência Reuters, que as novas sanções teriam como alvos:

Alexander Bastrykin. cujo Comitê Investigativo lida com investigações de crimes graves e está diretamente ligado a Putin, que já está sob sanções de direitos humanos pelo governo britânico.

Igor Krasnov, que se tornou procurador-geral da Rússia há um ano.

Viktor Zolotov, chefe da Guarda Nacional da Rússia, que ameaçou publicamente Navalny em setembro de 2018.

Já o quarto alvo seria Alexander Kalashnikov, chefe do serviço penitenciário federal russo.

O chefe de política externa da UE, Josep Borrell, esclareceu que as sanções serão impostas ‘sob uma nova estrutura’ que permite à UE tomar medidas contra violadores de direitos humanos em todo o mundo.

Borrell disse ainda que espera que as sanções sejam impostas em uma semana.

Em resposta a ações contra o opositor de Putin, a UE impôs sanções a seis russos e um centro de pesquisa científica estatal, informou a Agência Reuters.

A Rússia vem acusando a UE de se “intrometer” em seus assuntos internos.

No dia 5 de fevereiro, logo depois da visita do chefe de política da UE ao país, o governo Putin expulsou diplomatas de três países do grupo, porque os chanceleres supostamente manifestaram apoio a seu opositor ao condenar as ações contra Navalny.

Os países retribuíram as expulsões, com as mesmas medidas da Rússia, conforme o Terça Livre noticiou.

O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, que não é um órgão da UE, depois de exigir a libertação de Navalny em uma decisão de 17 de fevereiro.

A pressão na Europa por novas sanções cresceu desde que Moscou expulsou diplomatas alemães, poloneses e suecos em 5 de fevereiro sem contar a Borrell, que estava visitando Moscou na época.

Agência Reuters.

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