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Chefes de espionagem dos EUA afirmam que China é ‘prioridade sem paralelo’



A diretora de Inteligência Nacional (DNI) dos Estados Unidos, Avril Haines, durante uma audiência do Comitê de Inteligência no Senado nesta quarta-feira (14), afirmou que a China é uma “prioridade incomparável” para o órgão de inteligência americana.

“A China é, cada vez mais, uma competidora quase em pé de igualdade que desafia os Estados Unidos em diversas áreas, ao mesmo tempo em que pressiona a revisão de normas globais de maneiras que favoreçam o sistema autoritário chinês”, declarou Haines, que completou dizendo que o regime “representa um desafio cada vez mais formidável para o papel dos EUA nos assuntos globais”.

Como forma de justificar sua fala, Haines citou as recentes e constantes ameaças fomentadas pelo Partido Comunista da China (PCCh) e as capacidades cibernéticas de Pequim, reconhecendo que “a China é uma prioridade sem paralelo para a comunidade de inteligência”.

Haines também citou os esforços russos para minar a influência dos EUA, a contribuição do Irã para a instabilidade no Oriente Médio, o terrorismo global e os esforços norte-coreanos em potencial para “criar barreiras” entre Washington e seus aliados como ameaças significativas.

O diretor da CIA, William Burns, na mesma audiência, reconheceu que o “Partido Comunista da China é cada vez mais [o nosso] adversário“, fazendo referência à competição tecnológica, como 5G e semicondutores.

O diretor do Federal Bureau of Investigation (FBI), Christopher Wray, informou que sua agência abre uma nova investigação ligada à China a cada 10 horas.

Wray também reconheceu que Pequim usa uma variedade de táticas para influenciar as elites americanas em todos os níveis. “As suas ferramentas para influenciar nossos negócios, nossas instituições acadêmicas, nossos governos em todos os níveis são profundas, amplas e persistentes”, alertou Wray.

Sobre a pandemia da Covid-19, os chefes de espionagem afirmaram que ainda não é possível imputar uma culpa sobre a China, no entanto, criticaram a transparência do país em relação às investigações realizadas pela OMS.

Segundo o Epoch Times, o relatório do DNI afirmou ainda que o PCCh, empregará “esforços de todo o governo para espalhar a influência da China e minar a dos Estados Unidos, criar barreiras entre Washington e seus aliados e parceiros”. Também disse que as operações de inteligência e influência do regime, bem como os esforços de interferência eleitoral, estão se expandindo.

“Pequim tem intensificado os esforços para moldar o ambiente político nos EUA para promover suas preferências políticas, moldar o discurso público, pressionar figuras políticas que Pequim acredita opor seus interesses e abafar as críticas à China sobre questões como liberdade religiosa e supressão de democracia em Hong Kong”, apontou o relatório.

Sobre o Colunista

Brehnno Galgane

Graduando em Filosofia pela PUC-Rio, Católico e cultivador de uma narrativa que tenha sentido segundo a forma humana.

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