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China cria app para cidadãos denunciarem críticos do regime comunista



 

O Partido Comunista da China, por meio do órgão estatal de Administração do Ciberespaço da China, divulgou na última sexta-feira (16) a criação de um novo aplicativo para cidadãos denunciarem críticos do regime comunista.

Em comunicado oficial, o órgão regulador informou que o objetivo é que internautas denunciem outros usuários que espalharem “opiniões equivocadas” sobre o PCCh. Dentre estes “equívocos”, estaria a “distorção” de pronunciamentos do Partido, ataques a líderes e políticas internas, difamar heróis nacionais e “negar a excelência da cultura socialista avançada”.  

“Algumas pessoas com segundas intenções espalharam online falsas declarações historicamente niilistas, maliciosamente distorcendo, caluniando e negando a história do Partido, em uma tentativa de confundir o pensamento das pessoas”, disse o comunicado. “Esperamos que a maioria dos usuários da Internet desempenhe ativamente sua parte na supervisão da sociedade e relate com entusiasmo informações prejudiciais”.

A entidade reguladora chinesa garantiu ainda que o aplicativo será uma linha direta com os órgãos de repressão chinesa que analisará o conteúdo publicado e aplicará as sanções determinadas pelo governo. Segundo o órgão responsável, o novo aplicativo visa a criar uma “boa atmosfera de opinião pública” na internet.

Atualmente, a rede de internet na China é fortemente censurada e a maioria das redes sociais estrangeiras, mecanismos de busca e veículos de notícias estão proibidos no país comunista.

O jornalista Italo Lorenzon, durante o Boletim da Manhã desta quinta-feira (22), comentou a iniciativa comunista: “Não se enganem achando que isso daqui não é modelo aqui no Brasil. E não se enganem também achando que estamos distantes disso aqui. A gente achava também que nós nunca seríamos denunciados pelos nossos vizinhos por fazer ‘aglomeração’.”

“Tem uma coisa que o Italo Marsili falou no perfil dele do Instagram que eu acho bem interessante. Perguntaram ‘Ah você acha normal aglomerar?’ E ele respondeu: ‘Olha o dia em que eu passar a usar o termo ‘aglomerar’ e não ‘conviver’, aí eu estou consentindo em ser escravo”, destacou o jornalista, comentando uma publicação do médico psiquiatra Italo Marsili.

“Nós não somos células que aglomeram. Nós somos pessoas que convivem. É próprio da pessoa humana conviver com o outro”, finalizou Italo Lorenzon.

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