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Citado 256 vezes em relatório, presidente da CPI da Covid é investigado por desvios na Saúde do AM e não pode deixar o país

Foto: Edilson Rodrigues - Agência Senado


Em um relatório de 275 páginas, o presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM) é citado 256 vezes por desvios na Saúde quando foi governador do Amazonas (entre 2011 e 2014). O congressista é alvo da operação “Maus Caminhos”, deflagrada em 2016 pelo Ministério Público Federal (MPF).

O senador que vai investigar o mau uso de recursos públicos na pandemia teria desviado R$ 260 milhões em verbas públicas por meio de contratos milionários. Parte desses contratos foi firmada quando Omar Aziz era governador. As informações foram divulgadas pela CNN.

Um dos trechos da investigação diz que “os indícios da atuação de Omar Aziz para a criação e manutenção da organização criminosa formada em torno do Instituto Novos Caminhos são robustos e permeiam toda a investigação.”

Ainda de acordo com a CNN, consta nos autos da investigação  que até hoje o senador está com bens bloqueados e com passaporte retido. A esposa do senador e seus irmãos chegaram a ser presos na mesma investigação.

Os autos da investigação chegaram a ser encaminhados ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas o foro privilegiado fez com que, em junho de 2018, retornassem ao Amazonas. A investigação  atualmente está na Justiça Federal do Amazonas e não há decisão da Justiça no processo.

O senador, em nota à emissora CNN, disse que não há nos autos “nenhuma prova ou até mesmo indício de ligação da minha pessoa com qualquer atividade delituosa.”

Ao analisar o assunto durante o Boletim da Manhã desta sexta-feira (30), Italo Lorenzon pontua que, mesmo sendo anterior à pandemia, a investigação contra o senador gera preocupação. Ainda de acordo com ele, a CPI pode mudar de rumo se as “fichas” se inverterem.

“A CPI da Covid pode virar o seu contrário também, quanto mais batermos nessa questão: Omar Aziz, que é o presidente da CPI da Covid foi citado 256 vezes no relatório sobre desvios na saúde do Amazonas, e o relator da CPI é o Renan Calheiros, que não bastando ser o Renan Calheiros ainda é o pai do governador Renan Calheiros Filho. Ou seja, ele poderia usar a CPI para efeitos políticos para tentar livrar os governadores de maneira injusta. Portanto, quanto mais batermos nessa tecla, mais faremos essa CPI virar o seu contrário em termos de narrativa”, afirmou.

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