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Com 8 meses de atraso, velha mídia ‘descobre’ denúncia de Allan dos Santos sobre maletas de espionagem em Brasília



Há cerca de 8 meses o jornalista Allan dos Santos, do Terça Livre, denunciava um esquema de espionagem contra o presidente Jair Bolsonaro. O jornalista alertou que escutas foram instaladas para interceptar as conversas do mandatário.

Neste domingo (25), após meses de atraso, o caso veio à tona na grande mídia. De acordo com a Veja, o serviço de inteligência do Governo Federal emitiu alerta ao Palácio do Planalto e a ministros do presidente Bolsonaro sobre a identificação de sinais de maletas de grampo na Esplanada. As maletas de espionagem simulam torres de celular e permitem interceptar o aparelho.

Allan dos Santos foi ridicularizado e chamado até mesmo de “lunático” quando expôs a existência de um conluio para cassar o presidente da República.

Conforme a denúncia do jornalista, a empresa Rohde & Schwarz foi contratada por um funcionário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) chamado Igor Tobias para fazer uma varredura em Brasília.

A partir disso, foram descobertas maletas de escuta telefônica em três locais: Nas embaixadas da Coréia do Norte e da China e na casa do advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, mais conhecido como “Kakay” – o advogado mora na região da QL-4, todas em Brasília.

Mesmo diante da descoberta das maletas, o TSE não comunicou o Governo Federal, o que, segundo Allan dos Santos, comprovou a existência de um conluio entre os ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o ex-presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

O plano seria cassar o presidente da República no TSE utilizando todas as “provas” das buscas e apreensões que ocorreram nos inquéritos das “fake news” e dos “atos antidemocráticos”.

“Recebi a informação de que houve uma reunião na QL-4 com Barroso, Davi Alcolumbre, Rodrigo Maia, um ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e um ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) que planejava fazer alguma coisa contra o presidente e contra seus apoiadores”, explicou Allan dos Santos em entrevista ao Pingos nos Is à época.

“Como eu queria comprovar essas informações, uma fonte minha em Brasília conseguiu esse relatório [sobre a empresa Rohde & Schwarz]. Questionei se alguém no TSE tinha avisado o presidente da República. A informação que recebi era de que não: ninguém avisou nada, o que comprovou todas as informações que eu já tinha recebido sobre o conluio”, disse o jornalista.

Após as denúncias, o deputado federal Filipe Barros (PSL-PR) protocolou requerimento junto a Procuradoria-Geral da República (PGR) e ao Tribunal de Contas da União (TCU) pedindo investigações sobre o caso. O processo está parado na PGR até hoje.

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