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Conflitos internos na esquerda irão se refletir em seus apoiadores em 2022, analisa Italo Lorenzon



O analista político Italo Lorenzon, durante o Boletim da Noite desta quarta-feira (19), analisou os recentes conflitos internos na esquerda. Segundo Lorenzon, esses conflitos podem acabar refletindo também em seus apoiadores.

“Esse binarismo ideológico não está presente no grosso da população, mas o grosso da  população verá essa briga e se afetará. Uma parte da população, que não é petista, não é de esquerda radical ou convicta, que votaria no Lula, não irá se transferir para o Ciro Gomes caso ele seja a opção viável no segundo turno para a esquerda”, disse Lorenzon, se referindo ao embate no Twitter, sobre 2022, entre Ciro Gomes e Lula.

“Isso é muito importante para as eleições de 2022. Porque não pensem vocês que nenhum dos eleitorados é homogêneo ou uniforme. Para vocês terem uma ideia – isso é absurdo -, em 2018, no nordeste, o voto “bolsolula” tinha 27% de adesão, e o que seria esse voto “bolsolula”? Era a pessoa que no começo de 2018, quando o Lula ainda aventava a possibilidade de ser candidato, falava o seguinte: “Eu posso votar no Lula como primeira opção, mas se ele não puder ser candidato, eu voto no Bolsonaro como segunda opção.” 27%, gente, tentem colocar isso em adesão ideológica, não conseguem”, apontou o analista político.

Italo Lorenzon ressaltou, ainda, que foi grave a discussão entre Lula e Ciro, o que poderá trazer consequências até mesmo para um possível segundo turno no próximo.

“A briga entre Lula e Ciro Gomes de fato não é teatro. Se analisarmos o histórico do Lula e o histórico do Ciro Gomes, nós observamos que a briga interna foi feia. Porque ambos são muito orgulhosos para permitir que sejam criticados em público um pelo outro dessa maneira”, apontou o analista político.

Lorenzon também apontou que se por um lado a esquerda sabe lidar com os conflitos internos, a direita ainda não.

“Essa discussão afetará um eventual segundo turno, seja qual for o cenário. Mas a esquerda consegue lidar com esses conflitos internos, e a direita ainda não. A direita ainda confunde aliança política com amizade, essa é a pior coisa que você pode fazer”, concluiu Italo Lorenzon.

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Sobre o Colunista

Brehnno Galgane

Graduando em Filosofia pela PUC-Rio, Católico e cultivador de uma narrativa que tenha sentido segundo a forma humana.

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