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Conselheiro do PCCh descreve plano detalhado para derrotar os EUA



O professor e reitor da Escola de Estudos Internacionais da Universidade Renmin da China, Jin Canrong, que também é conselheiro do Partido Comunista da China (PCCh), divulgou durante um discurso, ainda em julho de 2016,  um plano detalhado da China para derrotar os Estados Unidos e se tornar uma superpotência até 2049.

A estratégia do professor, exposta no discurso “Filosofia Estratégica Sino-Americana”, envolve uma série de ações para subverter os Estados Unidos, enquanto o Partido Comunista da China é fortalecido.

Dentre as ações, estão: interferir nas eleições dos EUA, controlar o mercado americano, cultivar inimigos globais para desafiar os Estados Unidos, roubar tecnologia americana, expandir o território chinês e influenciar organizações internacionais.

Durante o discurso, Jin aponta que a estratégia para derrubar os EUA era composta de dois componentes amplos, mesmo reconhecendo como uma tarefa “muito difícil”: enfraquecimento da América, por meio de fontes internas e externas; e fortalecimento do poder econômico, militar e diplomático do regime chinês.

Manipulando Eleições

Jin sugeriu que o PCCh deveria interferir nas eleições dos EUA, para trazer candidatos pró-Pequim ao poder. Apontou ainda as disputas na Câmara como um alvo fácil, dizendo que “o governo chinês quer providenciar investimentos em cada distrito, para, assim, controlar milhares de eleitores”. Ele apontou ainda que a ambição da China é controlar pelo menos a Câmara americana.

“O melhor cenário, será o da China poder comprar os EUA e transformar a Câmara no segundo Comitê Permanente do Congresso Nacional do Povo”, disse Jin, referindo-se ao comitê que supervisiona a legislatura do PCCh.

Controlando o mercado dos EUA

Aumentar os investimentos chineses nos EUA é outra forma de exercer influência no sistema político do país, disse Jin, observando que essa tática tem o benefício adicional de enriquecer os empresários chineses e o PCCh.

Ele disse que o regime chinês quer que os empresários chineses controlem o mercado americano e também que desenvolvam seus negócios no país.

Fomentando Inimigos dos EUA

Jin disse que a “tarefa estratégica” do PCCh é garantir que os EUA tenham pelo menos quatro inimigos. “Se os Estados Unidos tiverem quatro inimigos, eles perderão totalmente a direção.”

Analisando a situação a partir de 2016, Jin concluiu que os EUA têm apenas três adversários: “O terrorismo é definitivamente um inimigo dos Estados Unidos. A Rússia parece ser outro inimigo. Definitivamente, os EUA nos tratam como um competidor. Não é suficiente”, reconheceu Jin.

O professor disse ainda que, nos últimos anos, o PCCh tentou transformar o Brasil em adversário dos EUA, mas não teve sucesso porque o Brasil “não queria ser melhorado”.

Segundo Jin, o PCCh investiu fortemente no Brasil, na tentativa de obter seu apoio em questões globais, incluindo tomar posições contra os EUA.

Xi Jinping visitou o Brasil em 2014 e concordou em investir em infraestrutura na região oeste do país, além de uma ferrovia para ligar os portos do Brasil e do Peru.

Causando problemas internacionais para os EUA

Jin apontou que o regime chinês tem uma vantagem estratégica devido ao papel dos Estados Unidos no posicionamento global: sempre que houver uma crise no mundo, os Estados Unidos terão que intervir para manter a estabilidade global, o que, por sua vez, esgota os recursos do país e desvia a atenção da China.

Como exemplo, Jin citou as guerras do Afeganistão e do Iraque, que descreveu como empreendimentos “completamente sem valor estratégico”, que custaram aos Estados Unidos “US$ 6 trilhões e a vida de 10 mil soldados”.

O resultado foi que os Estados Unidos “perderam dez anos [sem estar cientes do desenvolvimento da China] e deixaram a China crescer muito”, apontou Jin.

Outra tática possível é vender a participação do PCCh em títulos do Tesouro dos EUA para precipitar uma crise de dívida. De acordo com o Tesouro dos EUA, a China detém quase US$ 1,1 trilhão em títulos do Tesouro dos americanos.

Roubando tecnologia dos EUA

O professor admitiu que o PCCh dependeu de tecnologia americana roubada para alimentar seu crescimento. “Os americanos acham que os hackers chineses roubam muitas de suas coisas. Isso pode muito bem ser verdade.” Segundo Jin, o regime também está ansioso para colocar as mãos na tecnologia espacial americana.

Expansão do Território do Regime

Jin acreditava que o regime chinês ocuparia todo o Mar da China Meridional e Taiwan em um futuro próximo. “Em um ano e meio [em 2013 e 2014 sob a administração de Xi], a China criou mais de 3.200 acres de território. Os outros quatro estados reclamantes criaram apenas 100 acres em 45 anos”, destacou Jin.

Construindo Influência Global Liderando Projetos

A estratégia global de Xi Jinping para fortalecer o poder global do regime tem dois pilares, de acordo com Jin. Um é a Belt and Road Initiative (BRI) e o outro é a Área de Livre Comércio da Ásia-Pacífico (FTAAP).

BRI, anteriormente conhecido como One Belt One Road, é uma estratégia de investimento global maciça, lançado pela PCCh em 2013, com o objetivo de reforçar sua influência econômica e política na Ásia, Europa, África e América do Sul. O projeto envolve investimentos em projetos de infraestrutura e recursos naturais nos países.

Influenciando Organizações Internacionais

Jin também explicou o plano do PCCh de exercer maior influência sobre organismos globais, como as Nações Unidas, a Organização Mundial do Comércio, a Organização Mundial da Saúde, a Interpol, o Fundo Monetário Internacional, o Comitê Olímpico Internacional e a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico.

O objetivo do regime chinês é que “todas essas organizações internacionais sejam controladas pela China”, apontou Jin. Explicou ainda que a meta de Xi Jinping é, na verdade, substituir os EUA como a única superpotência do mundo até 2049.

Jin é um acadêmico proeminente, conhecido por sua retórica inflamada contra os EUA. Ele é conselheiro de dois órgãos poderosos do PCCh, o Departamento de Organização e o Departamento de Trabalho da Frente Unida.

Com informações: The Epoch Times.

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