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CoronaVac: Em meio a questionamentos sobre eficácia, Butantan considera aplicação de 3ª dose



No último sábado (10), o diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China, Gao Fu, declarou que as vacinas chinesas contra o coronavírus  “não têm taxas muito altas de proteção”

A China estaria formalmente considerando misturar vacinas contra Covid-19 para aumentar a eficácia. “Agora está sob consideração formal se devemos usar vacinas diferentes de diversas linhas técnicas para o processo de imunização. [As vacinas chinesas] não têm eficácia muito alta”, falou Gao Fu em entrevista a jornalistas.

A autoridade chinesa, no entanto, voltou atrás no domingo (11) e disse ter sido “mal interpretado”. “As taxas de proteção de todas as vacinas no mundo são às vezes altas, às vezes baixas. Como melhorar sua eficácia é uma questão que precisa ser considerada por cientistas de todo o mundo”, disse Gao Fu em entrevista à estatal chinesa Global Times.

“Nesse sentido, sugiro que podemos pensar em ajustar o processo de vacinação, como o número de doses e intervalos e adotar a vacinação sequencial com diferentes tipos de vacinas”, acrescentou.

Nesta segunda-feira (12), o Instituto Butantan, que produz a CoronaVac desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac, disse que um novo estudo revela maior eficácia geral da vacina CoronaVac quando se aplica a segunda dose pelo menos 21 dias depois da primeira.

Segundo o Butantan, a eficácia mínima da vacina é de 50,7%, aumentando para 62,3% no intervalo de 21 dias para a segunda dose. O estudo foi encaminhado para revisão e publicação na revista Lancet.

Também nesta segunda-feira, o diretor médico de pesquisa clínica do Instituto Butantan, Ricardo Palacios, revelou à CNN que há estudos sobre a possível aplicação de uma terceira dose da Coronavac.

“Existem grandes preocupações sobre como melhorar a duração da resposta imune, e uma das alternativas que tem sido considerada é uma dose de reforço, seja com a própria Coronavac, seja com outros imunizantes”, disse.

A título de comparação, a vacina da Pfizer demostrou eficácia de 95% depois da aplicação da 2ª dose. Já a vacina de Oxford apresenta 76% de eficácia.

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