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CPI da Pandemia tem Omar Aziz na presidência e Renan Calheiros na relatoria

Edilson Rodrigues/Agência Senado


A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado Federal teve o inicio de seus trabalhos nesta terça-feira (27) com a eleição de seu presidente.

Com 8 votos favoráveis, Omar Aziz (PSD-AM) foi escolhido como chefe da comissão, e indicou o senador Renan Calheiros (MDB-AL) para a relatoria.

A vice-presidência da CPI ficou com o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). 

O presidente da comissão disputava o cargo com o senador Eduardo Girão (Podemos-CE), que foi autor do requerimento que incluiu a investigação sobre aplicação de recursos repassados pela União a estados e municípios no foco da CPI.

A eleição do comando da CPI da Pandemia foi realizada de forma secreta com a participação somente dos parlamentares que compareceram presencialmente ao Senado.

De acordo com a assessoria de imprensa da Casa, Omar Aziz marcou para quinta-feira (28) uma nova reunião da CPI para aprovação do plano de trabalho, que poderá também analisar e votar os primeiros requerimentos que foram apresentados.

Entre os pedidos estão a oitiva do atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e dos outros três que o antecederam na pasta: Luiz Henrique Mandetta, Nelson Teich e Eduardo Pazuello. 

Segundo o presidente da comissão, o ex-ministro Mandetta poderá ser o primeiro a ser ouvido, no dia 04 de maio.

O assunto foi pauta do Boletim da Noite dessa terça-feira (27), e o jornalista Italo Lorenzon analisou o cenário que envolve a instalação da CPI.

“Sintam o cheiro, é pizza, esse é o cheiro que tem essa CPI. O Renan Calheiros que além de ser, Renan Calheiros, o que já é muita coisa, ainda é pai de Renan Calheiros Filho, governador de Alagoas, então ele é duplamente suspeito. Veja bem, a coisa já começa errada, totalmente disforme”, pontuou.

Durante a reunião da CPI no Senado, hoje, o senador Flávio Bolsonaro também evidenciou que não existe a chance da relatoria de Calheiros ser isenta, pois o senador tem seu filho como um dos alvos da investigação.

“Cadê a decência, o bom-senso?”, questionou Lorenzon durante a Boletim da Noite.

De acordo com as informações do portal de notícias Terra Brasil, durante uma de suas falas ontem, o senador Renan Calheiros chegou a defender seu filho, governador Renan Filho (MDB), e chamou a ação de seus críticos de “censura prévia.”

“O estado de Alagoas é o único do Brasil que não tem sobre ele nenhuma investigação”, afirmou o relator da CPI.

“Foi o estado que mais gastou dinheiro com saúde, levando em consideração a receita líquida; mais do que isso ainda, foi o estado que construiu seis grandes hospitais em regiões diferentes. Nunca passou de 80% a ocupação de leitos de UTI. Tem dinheiro em caixa para fazer investimentos”, completou Calheiros.

Para o jornalista Italo Lorenzon, a defesa de Renan Calheiros ao filho prova os pontos das acusações de parcialidade do senador, quanto às investigações da Comissão.

ASSISTA A COMPLETA NO BOLETIM DA NOITE DESSA TERÇA-FEIRA (27):

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