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CPI: Pazuello ensina Renan Calheiros sobre estrutura de ministérios

Edilson Rodrigues/Agência Senado


O ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, prestou depoimento a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia nesta quarta-feira (19), e aproveitou sua participação para esclarecer informações distorcidas divulgadas pela grande mídia e repercutida por diversos senadores.

Entre os principais assuntos dos questionamentos dos senadores estiveram a Crise de oxigênio em Manaus, cloroquina e a compra de vacinas.

Em seu depoimento, o general esclareceu que o Ministério da Saúde definiu critérios para repasse de recursos a governos locais, no entanto, a gestão do montante cabia aos governadores e prefeitos.

“Havia critérios para tudo, mas a liberdade de aplicação era de estados e municípios”, afirmou.

Ao comentar sobre o motivo do Brasil ter optado por somente 10% e não 50% de vacinas do consórcio Covax Facility, o ex-ministro Eduardo Pazuello pontuou que na época não existia estabilidade no processo para aplicar “tantos recursos”. Denunciando, de certa forma, os riscos na garantia de desenvolvimento e entrega dos imunizantes.

Em um momento do depoimento de Pazuello, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) questionou se o ex-ministro teria competência de gestão e liderança para ser ministro da Saúde do Governo Federal, e em resposta Eduardo Pazuello afirmou que perguntar isso sobre um general do Exército seria o mesmo que “perguntar se a chuva molha”. 

Ao responder questionamentos sobre as vacinas, o ex-ministro relembrou que haviam impedimentos legais e jurídicos que impediam a compra imediata dos imunizantes.

Pazuello declarou que “cláusulas assustadoras” da Pfizer atrasaram o fechamento do acordo com a empresa, e que irá enviar toda a documentação à CPI.

Ainda sobre o assunto da compra de vacinas, o general teve que ensinar ao senador da CPI da Pandemia, Renan Calheiros, sobre a estrutura dos ministérios, e acusou interferência do relator em suas respostas.

Perguntado sobre por que não assumiu o “comando e protagonismo” da negociação com a farmacêutica Pfizer em 2020, o ex ministro declarou:

“Pela simples razão porque eu sou o dirigente máximo, eu sou o decisor, eu não posso negociar com empresa. Quem negocia com empresas é o nível administrativo – do Ministério -, não o ministro. O ministro jamais deve receber uma empresa e o senhor deveria saber disso”, respondeu Pazuello ao senador Renan Calheiros, que já atuou como ministro da Justiça durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC).

O assunto foi pauta do Boletim da Noite desta quarta-feira (19).

Ao comentar a atuação de Calheiros na CPI, o analista político Carlos Dias pontuou que o relator tende a recuar quando se depara com respostas que não o permitem “vencer” no debate.

“Eu notei uma coisa (…). O senador Renan Calheiros, quando não tem hipótese de vencer, ele recua. A posição dele é, desculpa falar assim, a posição de quem age como um covarde. É o cara que na hora que tá por cima, com a maioria, faz toda a força que pode para eventualmente vencer uma batalha, mas sozinho é um incapaz”, disse.

ASSISTA AO BOLETIM DA NOITE DESSA QUARTA-FEIRA (19):

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Bruna Lima

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