fbpx

Decisão de Trump proíbe que americanos invistam em empresas ligadas a militares chineses



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apertou mais uma vez o cerco contra o Partido Comunista Chinês (PCCh), ao assinar na quinta-feira (12), uma ordem executiva que proíbe todos os cidadãos americanos a investir ou negociar com empresas ligadas e controladas por militares chineses.

O presidente disse que assinou a ordem executiva porque o governo chinês busca obrigar as empresas civis chinesas a apoiarem suas atividades militares e de inteligência, representando uma ameaça incomum e extraordinária para os EUA, incluindo sua segurança nacional e política externa e economia.

“Essas empresas, embora permaneçam ostensivamente privadas e civis, apoiam diretamente os aparelhos militares, de inteligência e de segurança da China e ajudam em seu desenvolvimento e modernização”, diz a ordem.

Entre as empresas proibidas está a Huawei, gigante tecnológica que tenta ganhar licitação para implementar a 5G em alguns países, como Brasil, Portugal e Inglaterra.

O Departamento de Defesa chegou a divulgar durante o verão, uma lista de dezenas de empresas chinesas das quais foram identificadas como tendo conexões com os militares chineses, incluindo empresas de telecomunicações, aviação, aeroespacial, transporte marítimo e empresas de construção.

Diante da decisão de Trump, os cidadãos encontram-se impedidos de possuir ou negociar títulos vinculados a essas empresas, conforme noticiou o jornal Direto da América.

O conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, Robert O’Brien, disse que a ordem executiva protegerá os investidores americanos de financiar empresas militares chinesas comunistas.

“Muitas dessas empresas são negociadas publicamente nas bolsas de valores em todo o mundo, e os investidores individuais nos Estados Unidos podem, sem saber, fornecer fundos a eles por meio de veículos de investimento institucional passivos, como fundos mútuos e planos de aposentadoria”, disse ele em um comunicado.

Ainda de acordo com o Conselheiro, a ação do presidente serve para proteger os investidores americanos de fornecerem involuntariamente capital que vai aumentar as capacidades do Exército de Libertação Popular e dos serviços de inteligência da República Popular da China.

Colunistas

avatar for Juliana GurgelJuliana Gurgel

Católica, produtora, doutora em artes da cena, professora e aikidoista.

avatar for Paulo FernandoPaulo Fernando

Advogado, professor de Direito Constitucional e Eleitoral para concu...

avatar for Polibio BragaPolibio Braga

Políbio Braga é um jornalista e escritor brasileiro. Nascido em S...

Achou algum erro na matéria? Nos informe através do formulário abaixo: