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Delegado aciona STF contra ministro Ricardo Salles e senador Telmário Mota

Murilo Rodrigues/ATUAL


O até então superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Alexandre Saraiva, protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) uma notícia-crime contra Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente (MA), e o senador Telmário Mota (PROS).

De acordo com o delegado, o ministro e o senador supostamente cometeram crimes de advocacia administrativa, organização criminosa e ainda “dificultar a ação fiscalizadora do Poder Público no trato de questões ambientais.”

Mesmo com o combate contra as irregularidades que o ministro do Meio Ambiente tem realizado, o delegado da PF acredita que existe uma “parceria” com o setor madeireiro da região.

Em declaração ao portal G1 ontem (15), o delegado Alexandre Saraiva afirmou que Salles “defende infratores ambientais”, sem, no entanto, dar provas de suas acusações.

A denúncia apresentada no STF contra o senador Telmário Mota e o ministro do Meio Ambiente deve ser analisada nos próximos dias.

No final de 2020, cerca de 200 mil metros cúbicos no valor de R$ 130 milhões de madeira foram apreendidos na Operação Handroanthus. Os madeireiros, no entanto, afirmam que não existem ilegalidades na extração do material.

Ao receber as queixas dos empresários, o ministro se reuniu com o setor para analisar o caso.

O delegado Alexandre Saraiva, porém, não aceitou a ação e passou então a acusar Ricardo Salles de “dificultar” as investigações.

Até o momento, somente o senador Telmário se manifestou sobre as acusações do delegado.

“Não tenho medo de cara feia e nem de delegado fora da lei. Fui eleito pelo meu povo para defender os interesses legais de RR. Não vou permitir que se utilizem do abuso de autoridade para sufocar meu estado e meu povo. São mais de 50 empresas fechadas, mais de 15 mil desempregados”, disse o senador ao comentar a notícia-crime.

“Esse delegado não dialoga com o setor produtivo, com os ministérios do Meio Ambiente e da Justiça, a fim de estabelecer um protocolo único para a extração legal da madeira. A minha luta é dentro da legalidade”, completou o parlamentar em uma publicação no Twitter.

No final da tarde da quinta-feira (15), a chefia nacional da Polícia Federal anunciou mudanças no comando de 5 superintendências regionais do órgão.

Com a decisão, Alexandre Saraiva deixará o cargo que já ocupa há três anos e meio.

Em nota, a Polícia Federal agora coordenada pelo novo diretor-geral, Paulo Maiurino, declarou que o delegado do Amazonas já havia sido informado da troca. Alexandre Saraiva nega a informação.

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