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Deputado denuncia estratégia da esquerda para usar a reforma agrária contra pequenos produtores rurais

Bruna Lima/ Terça Livre


Em entrevista ao Terça Livre no último dia 13 de maio, o deputado estadual de Mato Grosso, Gilberto Cattani, denunciou a estratégia da esquerda ao utilizar-se de recursos públicos, como a reforma agrária.

“A esquerda se apropriou da pauta da reforma agrária, assim como várias outras pautas no nosso país. Apoderou-se de uma maneira vil e covarde. A verdadeira reforma agrária foi criada na época do regime militar, quando o meu estado, Mato Grosso, foi desbravado pela verdadeira reforma agrária, eles davam uma oportunidade ao pequeno produtor de se tornar um grande produtor”, disse o deputado, que também é produtor rural e autor do livro, “A socialização da Reforma Agrária e a Distribuição da Miséria.”

Em seu livro, Cattani visa a desmentir as narrativas criadas pela esquerda e seus movimentos, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), sobre os projetos brasileiros para o setor.

“Quero citar um exemplo de uma cidade do interior do Mato Grosso, Lucas do Rio Verde, que foi uma agrovila da reforma agrária e hoje se tornou uma das cidades com um dos maiores IDH do nosso país. Uma cidade onde tem uma das maiores plantas frigoríficas do país, com uma produção enorme, que veio de um assentamento da reforma agrária”, continuou o deputado mato-grossense ao analisar o cenário agrário no país.

As regras da Reforma Agrária estão previstas na Lei nº 4.504/64 (Estatuto da Terra).

Cattani lembrou que com a narrativa criada nos últimos anos, deturpou-se a questão da reforma agrária, que hoje é vista como um quase sinônimo da atuação do MST.

“Vejam bem, quando se fala em reforma agrária, a primeira que vem na cabeça é o MST, mas é mentira. O MST não tem um centímetro quadrado de terra no nosso país, o MST nunca assentou ninguém, eles não têm esse direito, a única instituição que pode assentar alguém no nosso país é o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), que fez a colonização do nosso país, no tempo dos militares, quando a coisa funcionava”, explicou a parlamentar.

De acordo com ele, as mudanças realizadas a partir do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) permitiram que militantes do MST e outros movimentos tidos como terroristas ganhassem cargos de comando no INCRA e em outros órgãos, fazendo com que o Governo Federal, de certa forma, alimentasse as atuações de invasões de propriedade e outras atividades ilegais.

“Com isso, eles incentivaram as invasões, tentando obrigar o governo a desapropriar as terras. A desapropriação não é expropriação, a desapropriação é você comprar a terra de um grande latifundiário e vender essa terra para pequenos produtores para que eles possam começar a sua vida, tornando-se grandes produtores.”

“Um dos maiores produtores de soja do mundo saiu de Lucas do Rio Verde, que era um assentamento”, lembrou Cattani, ao pontuar que a atuação dos movimentos terroristas não permite que os pequenos produtores rurais tenham crescimento econômico com suas atividades.

O deputado Gilberto Cattani evidenciou ainda que o crescimento de produtores de cidades como Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso, se deu quando as regras da reforma agrária eram aplicadas corretamente, de acordo com a lei, concedendo assim ao assentado o título de propriedade.

“A pessoa fica no campo sem nenhum resguardo jurídico, a terra não é da pessoa, é da União por todo esse tempo. Justamente por causa disso nós vemos hoje verdadeiras favelas rurais, porque a pessoa não tem o seu direito de propriedade”, declarou.

A segurança jurídica dos pequenos produtores rurais foi pauta das manifestações do último sábado (15) em Brasília. Diversos cidadãos denunciaram a falta de apoio para acordos econômicos que o setor agrário vem sofrendo nos últimos anos.

Em sua entrevista ao Terça Livre, o deputado estadual Gilberto Cattani ainda parabenizou o governo Bolsonaro, que, segundo ele, entregou até 2021 o dobro de títulos de terras que os governos dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Michel Temer (MDB), Dilma Rousseff (PT) e Luís Inácio Lula da Silva (PT) juntos.

Os governos somam juntos 23 anos de falta de apoio aos produtores que dependiam dos auxílios da reforma agrária.

“Bolsonaro está resgatando a dignidade dessas pessoas, dando a carta de alforria para essas pessoas que estão nos assentamentos do INCRA”, declarou o deputado Gilberto Cattani.

ASSISTA À ENTREVISTA COMPLETA:

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