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Dominguetti diz que Miranda tentou negociar vacinas

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado


 

O cabo da Polícia Militar de Minas Gerais e representante da Davati Medical Supply, Luiz Paulo Dominguetti, prestou depoimento nessa quinta-feira (1º) à CPI da Covid. Dominguetti esclareceu a denúncia sobre o suposto pedido de propina feito pelo servidor do Ministério da Saúde, Roberto Dias.

Em seu depoimento, o militar afirmou que parlamentares tentaram negociar compra de vacinas diretamente com a empresa Davati, entre eles o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF). Logo depois de citar o deputado federal, Dominguetti mostrou um áudio que recebeu do empresário Cristiano Alberto Carvalho, CEO da Davati no Brasil, segundo ele, no dia 25 de junho de 2021.

“Vou falar direto com o cara, o cara vai pedir toda a documentação do comprador. Meu comprador já está de saco cheio disso, ele vai pedir prova de vida antes e a gente não vai fazer negócio. Então, isso, nem perde tempo, porque você sabe que eu tenho um comprador e com potencial de pagamento instantâneo. Compra o tempo todo lá, em quantidade menores, obviamente”, disse Miranda no áudio.

Depois que o áudio foi exibido, o deputado Luis Miranda foi até a sala da CPI e conversou com o presidente da comissão, o senador Omar Aziz (PSD-AM), que se retirou da mesa para uma conversa com o parlamentar. Também participaram da conversa os senadores Fernando Bezerra (MDB-PE) e Marcos do Val (Podemos-ES).

Em seguida, o presidente da CPI informou que, segundo Miranda, o áudio é de 2020 e, na conversa, ele supostamente tratava de negociações sobre outros assuntos nos Estados Unidos. Omar Aziz confirmou a reconvocação de Luis Miranda à CPI. O parlamentar vai prestar um novo depoimento na próxima terça-feira (6). O deputado federal pediu para que a sessão fosse reservada, mas o pedido foi negado.

O analista político Carlos Dias, durante o Boletim da Noite de quinta-feira (1º), levantou dúvidas sobre a conduta do deputado federal Luis Miranda. Segundo Dias, o envolvimento de parlamentares empreendendo em atividades econômicas com ligação ao poder público é “uma falta gravíssima, fere o decoro”.

“Ele tem que fiscalizar, por exemplo, o Poder Executivo, mas como ele fiscalizará o Poder Executivo se ele está envolvido em uma compra de vacina, se ele escolhe comprador e apresenta comprador ao ministério? Isso é uma coisa impensável, essa CPI se desmoraliza a cada dia”, afirmou o analista político.

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Sobre o Colunista

Brehnno Galgane

Graduando em Filosofia pela PUC-Rio, Católico e cultivador de uma narrativa que tenha sentido segundo a forma humana.

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