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Eduardo Leite decreta restrições mais rígidas, multas e proibição de venda de produtos



O governador do Rio Grande do Sul (RS), Eduardo Leite, em conjunto com seu “Gabinete de Crise” decidiram ontem (05) restringir ainda mais a liberdade dos cidadãos de seus estado.

O Gabinete determinou que a partir da publicação do DECRETO Nº 55.782, DE 5 DE MARÇO DE 2021, todo o estado do RS permanecerá na fase de bandeira preta, que significa “risco altíssimo” de contágio do coronavírus.

As determinações autoritárias foram publicadas em uma edição extra do Diário Oficial nesta sexta-feira (05).

De acordo com o governo de Eduardo Leite, todas as atividades definida por eles como “não essenciais” estarão proibidas de funcionar das 20h às 5h até o dia 31 de março.

Além disso, passa a estar proibida agora a comercialização de PRODUTOS considerados não essenciais, pelos comércios que ainda poderão continuar abertos.

“Os itens não essenciais, inclusive, não poderão ficar expostos nas prateleiras. São considerados essenciais os bens relacionados à alimentação, à saúde e à higiene da população”, afirmou a assessoria de imprensa do RS.

“Nossa intenção é reduzir a circulação de pessoas nos supermercados, para que elas se dirijam a esses estabelecimentos apenas para comprar itens essenciais”, declarou o governador Eduardo Leite durante uma transmissão ao vivo ontem.

Entre os itens proibidos estão os produtos eletrônicos.

Nas redes sociais diversos cidadãos, não só do Rio Grande do Sul, criticaram a medida, comparando-a com ações realizadas na Venezuela.

“Estamos sendo ‘venezuelados’ na cara dura”, disse um internauta em seu perfil no Instagram.

“De nada adiantou 1 ano de bloqueios e de “fique em casa” no Rio Grande do Sul. E o governador Eduardo Leite continua fazendo mais do mesmo que não funcionou”, declarou o médico e parlamentar Osmar Terra em seu perfil no Twitter.

Além das proibições o governo do RS ainda aplicará multa de R$ 2 a R$ 75 mil, para o uso “errado” das máscaras, ou o não uso e ainda multa para os comércios que insistirem nas vendas dos produtos não essenciais e também para os cidadãos que desobedecerem às medidas previstas no Decreto nº 55.782.

Já as multas por infrações graves, poderão servir de R$ 75 mil a R$ 200 mil e as gravíssimas de R$ 200.000,00 a R$ 1.500.000,00.

LEIA O DECRETO NA ÍNTEGRA.

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