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Wilson Dias/Agência Brasil

Em aceno ao centrão e aos liberais, Doria diz que, se eleito presidente, privatizará Petrobras



 

Durante entrevista à rádio Itabaiana, do Sergipe, o atual governador e possível candidato à presidência da República João Dória (PSDB) anunciou que, se eleito presidente em 2022, privatizará a Petrobras. O anúncio vem poucos dias depois de participar dos atos contra o governo federal que contaram com a presença de socialistas e liberais e no momento em que o centrão pressiona a estatal em virtude do valor dos combustíveis.

“Se eleito presidente da República, eu vou privatizar a Petrobras. E vamos privatizar em lotes. Não é para fazer de uma Petrobras hoje monopolista, pública e estatal para uma Petrobras monopolista privada. Ela será dividida em várias empresas. […] É preciso que haja competitividade e não mais essa imposição de preços sobre os combustíveis. Nos Estados Unidos não há aumento no preço toda semana como no Brasil. As empresas competem, disputam o preço do combustível e também do gás, e precisam sobreviver no mercado”, falou à rádio durante entrevista.

Alinhando-se ao centrão, de quem deverá conseguir apoio à campanha de 2022, parte do discurso do social-democrata é bastante similar ao que membros do bloco político expressaram nesta semana na Câmara dos Deputados durante sessão que sabatinou o presidente da estatal.

Na última quinta-feira (16), por exemplo, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), questionou os valores cobrados pela estatal e ligou o problema energético ao preço praticado no gás.

“Não é possível esse estado de letargia e inércia em relação ao que está acontecendo. Eu tenho recebido muitas demandas, querendo que a Câmara se pronuncie em relação à Petrobras, sem tumulto. Não está clara a política da Petrobras neste momento de crise energética. […] Temos que ver o que está acontecendo, não achei satisfatórias as explicações do presidente da Petrobras. Precisamos de mais esclarecimentos para ter uma informação mais efetiva do preço do gás, porque as termoelétricas podem amenizar a crise hídrica”, questionou no plenário.

 

 

 

Sobre o Colunista

Italo Toni Bianchi

Ítalo Toni Bianchi, membro do Movimento Conservador, bacharel em teologia pelo Seminário Teológico Batista Nacional Enéas Tognini. Músico percussionista, leitor, preletor e jornalista do portal Terça Livre.

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