fbpx
© Fernando Frazão/Agência Brasil

Em campanha contra voto impresso, Barroso conversa com políticos de Centro e da oposição



O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, segue em campanha contra a implantação do voto impresso e impôs um novo obstáculo para a medida. 

Barroso tem dito em entrevistas recentes que a adoção do voto impresso pode aumentar o risco de fraudes por causa do transporte e armazenagem dos 150 milhões de comprovantes impressos.

A justificativa é que a impressão de registro após a votação na urna eletrônica iria, supostamente, “reintroduzir a intervenção do homem nas fases mais críticas do processo”.

Em entrevista à CNN nesta quinta-feira (17), Barroso declarou que o voto impresso é menos seguro que o voto eletrônico e voltou a insistir que nunca houve documentação de fraude desde 1996.

“Mas quando nós acrescentarmos o voto impresso, que eu espero que não venha acontecer, nós passaremos a ter um conjunto de problemas que envolve o transporte desses votos e depois a recontagem, porque o voto impresso está lá para ser recontado. Acho que estaremos mexendo em um time que está ganhando. Nunca tivemos problema e vamos criar riscos e ameaças”, declarou.

Além da campanha midiática, o presidente do TSE também estaria articulando contra a proposta no Congresso Nacional. De acordo com reportagem do Metrópoles, só nas últimas duas semanas, Barroso conversou com presidentes e lideranças de mais de dez partidos.

Ainda conforme a reportagem, ele recebeu no TSE para uma reunião conjunta os presidentes nacionais do MDB, PSDB e DEM. No mesmo dia, se reuniu com os presidentes do Republicanos e do Podemos e com o deputado federal Orlando Silva (SP), uma das principais lideranças nacionais do PCdoB.

O magistrado também se encontrou com o presidente do PSD, Gilberto Kassab, e com os deputados federais Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Alex Manente (Cidadania-SP).

O analista político José Carlos Sepúlveda avaliou que Barroso está interferindo no processo legislativo ao convencer parlamentares a votar contra a PEC do Voto Impresso.

“Qual é a arma que ele está usando para convencer esses parlamentares? Isso é gravíssimo! Ou seja, ele está interferindo no processo legislativo, comandando uma ação política para que uma PEC não seja aprovada. Isso é extremamente grave”, alertou. 

“Creio que, inclusive, ele é impossibilitado de fazer uma ação assim, coordenar uma ação como se fosse um líder de um partido político, procurando parlamentares para não votar em um certo sentido”, acrescentou José Carlos Sepúlveda.

VEJA A ÍNTEGRA DO COMENTÁRIO:

Sobre o Colunista

Bruna de Pieri

Comente

Clique aqui para comentar

Colunistas

avatar for Juliana GurgelJuliana Gurgel

Católica, produtora, doutora em artes da cena, professora e aikidoista.

avatar for Paulo FernandoPaulo Fernando

Advogado, professor de Direito Constitucional e Eleitoral para concu...

avatar for Polibio BragaPolibio Braga

Políbio Braga é um jornalista e escritor brasileiro. Nascido em S...

Achou algum erro na matéria? Nos informe através do formulário abaixo: