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Em delação, advogado acusa Bretas de negociar penas, orientar advogados e combinar com o MP

Bretas


O advogado criminalista Nythalmar Dias Ferreira Filho, em um acordo de delação premiada, divulgado na última sexta-feira (4) pela Veja, acusou o juiz federal Marcelo Bretas, responsável pelos processos da Operação Lava-Jato no Rio de Janeiro. Segundo a matéria, Bretas é acusado de negociar penas, orientar advogados, combinar com o Ministério Público e influenciar a eleição de 2018.

Segundo o site de notícias, o advogado criminalista teria apresentado uma gravação, de uma conversa realizada em 2017. No diálogo, Nythalmar Filho, Marcelo Bretas e um procurador da República teriam conversado sobre uma estratégia para convencer o empresário Fernando Cavendish (ex-dono da construtora Delta, preso durante a Lava Jato) a assumir seus crimes mediante o oferecimento de vantagens judiciais.

Na delação, Nythalmar Filho chega a afirmar que a conversa “demonstra de forma inequívoca a forma que o juiz responsável, juntamente com os membros da Força-Tarefa, montou um esquema paraestatal, ilegal de investigação, acusação e condenação”.

Ao se posicionar sobre o conteúdo divulgado pela Veja, Marcelo Bretas, em seu Twitter, declarou que as acusações e a matéria são falsas.

“Afirmações falsas! Fatos distorcidos! A reunião referida pelo advogado de defesa (e por ele gravada) foi feita a pedido do próprio advogado e com a participação do representante do MPF, na 7ª Vara Federal Criminal do RJ”, afirmou o juiz federal.

O advogado e comentarista político Bruno Dornelles, durante o Boletim da Noite de sexta-feira (4), se posicionou de forma cautelosa sobre o caso.

“Eu acho que está um pouco cedo para afirmar qualquer coisa em relação ao Dr. Bretas por uma questão muito simples. Primeiro, foi uma matéria jornalística, então deve-se analisar as provas primárias, analisar o contexto em que ele falou em aliviar e, principalmente, porque a gente sabe que existe uma classe política que, ao mesmo tempo que está aliada ao PT e Foro de São Paulo, quer derrubar a Lava Jato para sair impune”, apontou o comentarista político.

“Então por essas razões, que são basicamente de análise de discurso, acredito que deve-se esperar um pouco mais [para emitir um juízo]. […] Aqui, nessas horas, eu recomento prudência. Principalmente porque a gente conhece aqueles que querem, ao mesmo tempo, sair impunes da Lava Jato, que é normalmente a esquerda e a política do Centrão”, concluiu Dornelles.

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Sobre o Colunista

Brehnno Galgane

Graduando em Filosofia pela PUC-Rio, Católico e cultivador de uma narrativa que tenha sentido segundo a forma humana.

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