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Em entrevista, Abraham Weintraub rebate denuncia por suposta ‘improbidade’ administrativa

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A procuradora Luciana Loureiro Oliveira, do Ministério Publico Federal (MPF,) denunciou no mês passado o ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, por suposta improbidade administrativa.

“Eu, como leigo, quando peguei o jornal e li isso, pensei: ‘roubo, corrupção, o que é isso?’ Quando lemos a matéria, qual foi a minha improbidade? Eu ataquei as universidades, falando que havia drogas dentro das universidades. Inclusive, na entrevista, eu falei que havia muitas coisas boas nas universidades, mas temos problemas de consumo, armazenamento, tráfico, não tem a ver com a atividade acadêmica”, comentou o ex-ministro em entrevista ao Terça Livre na última sexta-feira (30).

De acordo com a procuradora, Weintraub foi denunciado por declarações “dolosamente incorretas ou distorcidas” sobre as universidade, pois feriu os princípios da administração pública como os da moralidade, da honestidade e da lealdade às instituições.

“O aporte de recursos, investimentos em pesquisas e oferta de bolsas por parte de organismos internacionais ou instituições congêneres estrangeiras depende sobretudo da boa imagem das instituições de ensino, o que deve ser objeto de defesa pelo Ministério da Educação (MEC)”, diz um trecho da ação.

A denúncia foi enviada à 3ª Vara Federal do Distrito Federal.

Durante o Boletim da Noite da sexta-feira (30), Abraham esclareceu que sua fala tinha como objetivo defender a permissão da atuação policial dentro dos campi das universidades, o que hoje não é permitido, fora os casos de flagrante.

“O que falei foi que o ambiente universitário é perigoso, temos fabricação de drogas sintéticas em laboratórios de química de universidades federais. Eu falei que tínhamos que permitir a polícia entrar nos campi das universidades para fazer ronda preventiva”, disse.

De acordo com as informações divulgadas pela grande mídia, caso seja condenado, o ex-ministro poderá ter seus direitos políticos suspensos pela Justiça.

Durante a entrevista, Weintraub relembrou ainda que a denúncia da procuradora foi divulgada logo depois que seu nome foi lançado pela militância para o cargo de governador de São Paulo.

“Depois disso, saiu uma pesquisa em que eu aparecia com 4% das intenções de voto. Só que no dia seguinte, o MP, com uma procuradora, me denunciou”, declarou.

ASSISTA À ENTREVISTA DOS IRMÃOS WEINTRAUB NO BOLETIM DA NOITE DESSA SEXTA-FEIRA (30):

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